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Em 21 de dezembro de 2018 - às 8:24

2019 será o ano para Grafiza e Mirai corrigirem pendência no FGTS

Chegando perto do Natal e Réveillon, é comum as pessoas avaliarem como foi o ano para melhorarem no próximo, ou fazerem as obrigações que deixaram de ser feitas. E é isso que duas gráficas devem fazer logo no início de 2019. Elas foram denunciadas pelo Sindicato dos Gráficos (Sindgraf) no Ministério do Trabalho, na última semana. Foi comprovado que a Grafiza (Recife) e a gráfica Mirai (Olinda) deixaram de recolher o FGTS dos trabalhadores. E elas terão agora de regularizar esta situação até o fim de janeiro, quando deve ser realizada a segunda reunião entre os empresários e os sindicalistas no órgão federal em Pernambuco.

 

Na Mirai, por exemplo, o FGTS não vem sendo pago desde 2014. Com isso, sabiamente, os trabalhadores denunciaram ao Sindicato, que logo buscou uma solução para garantia do cumprimento do direito trabalhista. O cenário na Grafiza também não foi diferente. A empresa foi cobrada pela entidade sindical diante dos não depósitos do fundo de garantia na conta dos empregados. A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria inclusive obriga que todas as gráficas pernambucanas demonstrem nos contracheques dos funcionários o recolhimento mensal do FGTS.

 

Apesar disso, diante das irregularidades, é vital denunciar ao Sindgraf. Afinal, só foi por conta da queixa dos trabalhadores da Gráfiza e da Mirai que o sindicato pode atuar para buscar sanar o descumprimento deste direito fundiário, evitando qualquer perda dos empregados no futuro. No Ministério do Trabalho, as duas empresas se comprometeram a fazer um contrato junto à Caixa Econômica Federal, até o próximo mês, para assim efetuarem o pagamento do que devem aos seus funcionários.

 

“Em janeiro, vamos marcar um outro encontro para vermos se tudo foi devidamente concluído como definido, ou tomaremos outras iniciativas mais duras”, antecipa Josival Silva, diretor do Sindgraf-PE, presente no primeiro encontro de mediação com estas duas gráficas denunciadas.

 

Na Grafiza, também foi confirmada outra falha que deve ser superada a partir de 2019. No Ministério do Trabalho, ficou demonstrado a utilização de gráficos sem o registro na carteira profissional. O dono da empresa se comprometeu em não mais fazer esta grave irregularidade, mesmo que diante de grande demanda produtiva extra. “Continuaremos atentos e defendendo todos os direitos dos gráficos no próximo ano, como ocorre desde a fundação do nosso sindicato em 1934”, diz Iraquitan da Silva, presidente da entidade. Contudo, em toda a sua história frente os ataques dos políticos às leis e aos sindicatos que defendem a classe trabalhadora, a sindicalização nunca foi tão importante como agora. Sindicalizem AQUI!

[+ Informe Diário]

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