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Em 26 de novembro de 2018 - às 7:31

Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher

No dia 25 de novembro de 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. As três combatiam fortemente aquela ditadura e pagaram com a própria vida. Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício, estrangulados, com os ossos quebrados. As mortes repercutiram, causando grande comoção no país. Pouco tempo depois, o ditador foi assassinado.

Em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às “Mariposas”. Ou seja, durante um dia no ano, incitam-se reflexões sobre a situação de violência em que vive considerável parte das mulheres em todo o mundo.

Existem vários tipos de violência contra à mulher, não só física, mas verbal e psicologia. No mundo do trabalho por exemplo o pagamento menor de salário só por ser mulher, é uma agressão imensa, marcada pela cultura machista patriarcal que ainda sofrem muito para serem aceitas e respeitadas.

 

Aqui no brasil as mulheres ganham, em média, 76% da renda dos homens (IBGE). Apenas 5% de cargos de chefia e CEO de empresas são ocupados por mulheres (OIT).

 

E mesmo com tanta luta dos movimentos sociais e sindical para que salários e oportunidades sejam iguais, avançamos muito, hoje, apesar do preconceito ocupamos cargos com muita competência que antes eram apenas para o sexo masculino. E infelizmente, nós estamos correndo grande risco de perder o que duramente conquistamos após o presidente eleito Jair Bolsonaro assumir a presidência de fato já que em entrevista com relação à mulher no mercado de trabalho. Além de declarações em que defende a diferença salarial entre homens e mulheres (“Eu não empregaria com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente”, disse em entrevista à RedeTV, em 2016 https://youtu.be/AGd2h464Hvo), ele pratica isso em seu gabinete. As funcionárias contratadas pelo militar em seu gabinete em Brasília e seu escritório parlamentar no Rio de Janeiro recebem, em média, 31% menos que os vencimentos dos colegas do sexo masculino, segundo o jornal Valor Econômico.

Essa é uma  preocupações, pois declarações como esta do representante maior causa muito impacto na vida das mulheres, não só pelo fator econômico que deixamos de contribuir mais com o avanço da sociedade, as mulheres são a maioria da população, tem mais escolaridade, são maioria de empregos formais e contribui ativamente com a economia, mas sobretudo é uma questão  social que nos coloca numa posição de inferioridade, onde não se precisa mais provar capacidade e competência.

 

Nossa exigência é salário igual para trabalho igual. E é assim que continuaremos lutando e resistindo.

Outra violência que atinge as mulheres no ambiente de trabalho é o assédio sexual que consiste em constranger colegas por meio de cantadas e insinuações constantes com o objetivo de obter vantagens ou favorecimento sexual.  Em todo o mundo, 52% das mulheres economicamente ativas já sofreram assédio sexual no ambiente de trabalho (OIT).

 

E tanto o pagamento inferior de salário, quanto o assédio sexual estão proibidos por lei via CLT e Código Penal, como também fere os princípios da Constituição Federal.

 

Muitas vezes a falta de denúncia é que a pratica continua, seja por medo de perder o emprego ou a vergonha de se expor denunciando um assediador. Por que as vítimas normalmente são culpabilizadas pela sociedade. A fala da mulher tem sempre uma dúvida, é sempre analisada como falsa denúncia. Mas é preciso ter coragem e desafiar essa sociedade arcaica e denunciar as ilegalidades.

 

É preciso que as denúncias sejam feitas ao sindicato da categoria para juntas lutarmos e por fim as violências físicas e psíquicas cometidas no ambiente de trabalho.

 

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