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Em 2 de julho de 2015 - às 11:05

Adesivo machista é uma violência contra as mulheres

Campanha machista e preconceituosa contra todas as mulheres será denunciada pela CUT

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 01/07/2015 – 16:02

CUTMobilização das mulheres contra qualquer tipo de violência 

 

Desde ontem (30) surgiram imagens machistas contra a Presidenta da República, Dilma Rousseff, nas redes sociais. São adesivos com a imagem da presidenta de pernas abertas colados na boca dos tanques dos veículos e, que quando abastecidos, insinuam uma inserção da bomba nas partes intimas de Dilma. A intenção dos que aderiram a essa moda, fora de moda, é protestos contra o aumento de gasolina na última semana.

 

 

Para a secretária das mulheres trabalhadoras, Rosane Silva, isso é uma atitude machista. “Querer relacionar um protesto contra o aumento da gasolina com a uma violência sexual numa mulher como se fosse engraçado é um absurdo”, afirma Rosane.

 

 

“Esses adesivos são uma afronta à nós mulheres, não é uma afronta somente à Presidenta da República. É uma afronta as lutas das mulheres que fazemos neste país para acabar com a discriminação, acabar com a opressão”, disse a secretária.

 

 

Em 2006 foi sancionada uma lei que defende mulheres que sofrem violência doméstica, a Lei Maria da Penha, luta antiga dos movimentos sociais de mulheres. Elas sempre sofreram e sofrem preconceitos, em casa, no trabalho, na rua e até nas redes.

 

 

Com este comportamento a gente percebe claramente a falta de qualidade nos argumentos políticos e até de análises mais sérias para criticar o governo da presidenta.

 

 

Rosane também destacou o papel da Central Única dos Trabalhadores que sempre lutou pelos direitos das mulheres e que defende todo e qualquer forma de expressão de liberdade.  “Nós mulheres trabalhadoras estaremos nas ruas para defender os direitos das mulheres, para defender a liberdade de expressão, mas a melhor forma de defender a liberdade de expressão hoje no nosso país é a gente fazer a democratização da mídia, que não respeita os direitos das mulheres e que não respeita as mulheres.

 

 

“Seja qual for a mulher, nós não aceitaremos este tipo de comportamento. Iremos levar para os órgãos cabíveis a denúncia e exigir apuração e punição dos responsáveis por essa violência que a presidenta Dilma está sofrendo nas redes sociais”, finaliza Rosane.

 

 

fonte: CUT

[+ Mulheres na Luta]

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