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Em 9 de abril de 2021 - às 11:34

Ao invés de reduzir imposto a pedido das gráficas, Bolsonaro vai é elevar

Além de ser terrível com os gráficos, o governo também mostra sua face contra o interesse do setor empresarial. Não reduziu o imposto sobre importação de papel e ainda quer elevar em 12% a taxação sobre o segmento editorial nacional. Sindgraf-PE volta a chamar atenção do patronal: é preciso dar um basta. Fora Bolsonaro em prol da vida, emprego e renda

Apesar de antes de começar a pandemia no Brasil, a Indústria Gráfica já estava com 9% a menos de empresas nos últimos 10 anos, enquanto já havia reduziu 52% dos postos de trabalho no mesmo período, mantendo 18 mil gráficas ativas e só 172 mil empregados no início do último ano, a Associação Empresarial Nacional (Abigraf), usou em seu discurso a defesa do emprego no setor para pedir ao governo federal o fim ou redução de imposto sobre a importação de papel. Porém, ao contrário de atender tal pedido enviado por carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o que vem aí é sua Reforma Tributária, enviada ao Congresso Nacional por Bolsonaro, onde aumentará o imposto em 12% para todas as gráficas editoras. Querem a volta da taxação da produção de livros e papéis usados para tais fins, que estavam isentos pelo governo do PT.

 

“Essa reforma afeta em cheio as gráficas de Pernambuco e do País, porque quase todas têm em sua atividade principal a classificação de fabricação de livros, dada as vantagens tributárias. Assim, o emprego no setor que já foi reduzido mais que a metade antes da pandemia, terá um encolhimento ainda maior. O patronal deu um tiro no pé em apoiar tal governo em detrimento do antecessor que isentava as empresas. Não percebem que estão se afundando também. Logo estarão na fila do sopão junto com os trabalhadores demitidos. É preciso notar o erro e mudar enquanto dá”, fala Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.       

 

Até mesmo a Receita Federal, sob a gestão desse governo pró-aumento de imposto para o setor gráfico ao invés de diminuição, andou defendendo a cobrança de 12% sobre o segmento editorial. E não levou em conta nem a população pobre que será impactada com a alta do livro-didático em decorrência do aumento. Limitou a falar no acréscimo do imposto sobre o livro não-didático, pois diz que só o rico que compra. Mas, é inverdade. O trabalhador que ganha a partir de dois salários mínimos, ou seja, ainda abaixo do piso salarial do impressor gráfico offset multicolor em PE, representa o consumo de 48% do não-didático e 70% do livro didático. Portanto, os pobres serão radicalmente afetados com a alta do preço dos livros em geral. 

 

O fato é que caso avance no Congresso Nacional esse aumento de 12% de imposto sobre o setor de editorias, através da Reforma Tributária (PEC 110/20), não só as grandes gráficas como a Multimarcas, MXM, Bargaço e a Cepe, que juntas somam mais de 700 trabalhadores, sentirão o impacto da medida, o que já é significativo, mas o setor gráfico como todo sofrerá. “Portanto, não adianta o setor empresarial falar em defesa de emprego enquanto apoia governo que aposta no aumento de imposto e continuidade da redução do emprego. Se liguem. Basta. É preciso todo o setor gráfico, empresários e trabalhadores juntos, defenderem a vida, o emprego e a renda de todos que fazem parte da indústria gráfica pernambucana e brasileira”, diz Iraquitan, que também é diretor de Políticas Sindicais da Confederação Nacional Gráfica (Conatig).

 

O Sindgraf-PE, por sinal, sempre alertou que esse governo é uma fraude: ruim para os empresários pela péssima política econômica e terrível com toda a classe trabalhadora com a retirada de direitos, redução salarial e é o responsável pelo maior desemprego da história do Brasil. Não por acaso, a entidade sindical segue na luta pelo Fora Bolsonaro. Impeachment já em defesa do segmento gráfico, mas sobretudo pela vida, emprego e renda do gráfico e toda a classe trabalhadora. O Sindgraf garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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