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Em 6 de outubro de 2017 - às 6:02

Ato contra atraso salarial antecede negociação hoje com gráficos e jornais

"Um ano seguido de salário atrasado é moderno, senhores Alexandre e Maurício Rands?", perguntou Iraquitan no ato de anteontem (4) no frente do Diário. Ele completou a indagação aos donos dos jornais questionado se é este tipo de modernidade, ampliado então por contratos de trabalho precários e outros males dentro da reforma trabalhista, que eles querem

Nesta sexta-feira (6), às 16h30, os gráficos iniciam a primeira rodada de  negociação da campanha salarial com o setor patronal após aprovação da reforma trabalhista, no caso, com o sindicato de jornais (Sejope). E a Companhia Editorial do Estado (Cepe) já aceitou o convite do Sindicato dos Gráficos (Sindgraf) para iniciar nesta segunda-feira (10). A Indústria Renda ainda não respondeu. E as demais gráficas, representadas pelo sindicato empresarial (Sindusgraf), também não. Contudo, hoje inicia as negociações em prol dos direitos e do reajuste salarial dos gráficos dos jornais, que acumulam dois anos sem definição dos aumentos – período que quase coincide com a criação do Sejope e tais anos de intolerância patronal para buscar o rebaixamento salarial da classe frente à inflação, sendo combatido pela classe, levando o caso a fóruns internacionais e por todo País, inclusive chegando até no Superior Tribunal do Trabalho.

 

O cenário tem sido caótico. Porém, não devido a crise financeira, mas frente a onda de neoliberalismo político e das irregularidades patronais. Um exemplo tem sido cometido pelos novos donos do DiárioPE, que há um ano atrasam salário e não pagam demitidos – abusos sistemáticos às leis trabalhistas, nada moderno, denunciados ao Ministério do Trabalho e ao Ministério Público, casos dignos de serem retratados em artigos de opinião do Diário, JC ou Folha. Mas, os seus donos não abrem espaço para que o público saiba, como reivindicou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf, durante ato de repúdio conjunto de jornalistas e gráficos na frente da redação e pré-impressão do DiárioPE nesta quarta-feira (4). (VEJA AQUI NA TV GRÁFICO O DISCUSO DE IRAQUITAN NO ATO).

 

O ato no local foi para lembrar aos irmãos Rands (donos do Diário) que há um ano eles assumiram o jornal. “E desde lá até os dias atuais, os salários e férias de todos os profissionais estão sempre atrasados”, falou Lidiane Araújo, funcionária gráfica do DiárioPE e sindicalista da classe, durante o protesto coletivo. A dirigente inclusive já escreveu um artigo a título de sugestão para que os Rands publiquem no respectivo jornal. O artigo se intitula Funcionária do DP há 17 anos e dirigente do Sindgraf. (CLIQUE AQUI PARA LER O ARTIGO COMPLETO DE LIDIANE)

 

Nele, por exemplo, a empregada do DP lembra que muitos funcionários  foram demitidos durante os últimos 12 meses. E o pior, sem pagamento das verbas rescisórias, mesmo com o quadro profissional muito enxuto diante da reestruturação possível e até inimaginável. Vários demitidos, diz ela, sem receber até hoje um real sequer, tendo que se socorrer no sindicato de sua classe, e, através do jurídico, buscarem seus direitos.

 

“De quê adianta nosso compromisso diário com jornais do tipo, limitando nosso tempo com nossa família, sem receber, ao menos, nosso salário dentro do mês trabalhado para honrar nossos compromissos?”, critica Lidiane. Os atrasos também ocorrem nos salários dos profissionais da FolhaPE. Os gráficos, por exemplo, receberam este mês a quinzena de setembro. O caso dos jornalistas é bem pior. Os gráficos se solidarizem.

 

Este, infelizmente, tem sido o perfil majoritário do patronato dos jornais. Será neste cenário de irregularidades praticadas contra os empregados que gráficos entrarão hoje (6) na 1º mesa de negociação com o Sejope – conjuntura que ainda pode piorar diante do neoliberalismo econômico e político da reforma trabalhista, que entra em vigor dia 11 de novembro, a qual é defendida pelos Rands em seus artigos de opinião no seu jornal,  chamando o desmonte da CLT de modernidade da relação do trabalho.

 

“Um ano seguido de salário atrasado é moderno, senhores Alexandre e Maurício Rands?”, perguntou Iraquitan no ato de anteontem (4) no frente do Diário. Ele completou a indagação aos donos dos jornais questionado se é este tipo de modernidade, ampliado então por contratos de trabalho precários e outros males dentro da reforma trabalhista, que eles querem. Na avaliação do sindicalista, não pagar salário ou pagá-lo fora do prazo legal, bem como outros direitos, chama-se de caloteiro, ou popularmente de ‘checheiro’. Ele lembrou que um mês tem 31 dias no máximo, logo, pague em dia para evitar que os trabalhadores não sejam chamados de checheiro por seus credores, sem culpa, já que não receberam o salário.

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