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Em 5 de novembro de 2018 - às 8:24

Banco de hora continua proibido em gráficas e parques gráficos de jornais

Empresas continuam obrigadas a pagar pela hora-extra de seus gráficos

Além do reajuste salarial acima da inflação, que fez o piso inicial subir a R$ 1.291,15, a vitoriosa campanha salarial dos trabalhadores das gráficas convencionais e jornais continua proibindo o banco de horas. Os patrões continuam obrigados a pagar pelo serviço adicional à jornada semanal de trabalho, como trata a nova convenção coletiva de trabalho da categoria. Se for feita em dia de semana, o valor da hora-extra é de 65%. E de 100% se realizada em sábados compensados, domingos e feriados. Denuncie (AQUI) ao sindicato da categoria (Sindgraf) se isto não estiver ocorrendo.

 

A nova convenção também mantém outro importante direito para evitar o excesso de jornada e o referido pagamento quando ocorrer a hora-extra. Nenhuma compensação de horas pode ser feita, com exceção das quatro horas adicionais que devem ser divididas durante os dias de semana para não ir ao trabalho no sábado, no caso das gráficas que não trabalham em regime de turnos. Assim, no geral, qualquer gráfica que promover hora-extra além da jornada laboral semanal, deve pagar pelo serviço adicional. E, segundo a convenção, nenhuma empresa do ramo pode compensá-lo, senão pelo aval do Sindgraf. Portanto, o banco de hora continua proibido.

 

Este positivo resultado só foi possível por conta da unidade da categoria em torno do sindicato nesta campanha salarial. Os trabalhadores foram chamados para defenderem todos os seus direitos convencionados. Tudo dependia da participação do conjunto dos gráficos. A resposta da classe, inicialmente pelos trabalhadores das gráficas convencionais, foi positiva. A categoria lotou o Sindgraf reivindicando a manutenção da convenção e um reajuste com ganho real, sendo concedido pelo patronal dias depois, reconhecendo a importância dos trabalhadores e a referida mobilização.

 

Os gráficos dos jornais, em especial do Jornal do Commercio, atenderam o chamando do Sindgraf logo na sequência, sobretudo diante da pressão patronal para implantar o banco de horas e retirar outros direitos, mesmo com os profissionais trabalhando de domingo a domingo longe da família. A resposta dos profissionais, unificados e mobilizados sob a liderança do sindicato, evitou todos males, tendo os patrões que recuarem. Com isso, a hora-extra continua sendo paga aos gráficos dos jornais e nas gráficas.

 

Contudo, a luta continua. E para que o Sindgraf-PE continua firme e forte na defesa do pagamento da hora-extra dos gráficos e dos demais direitos, a entidade precisa que os trabalhadores se sindicalizem rápido. “Gráfico, fale com seu colega de trabalho que ainda não é sócio, para que se seja. Tudo depende de você, Sindicalize-se AQUI”, fala Iraquitan da Silva, presidente do sindicato.

 

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