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Em 27 de fevereiro de 2019 - às 9:08

Centenas de gráficos contaram com o Sindgraf e o apoio da Justiça do Trabalho

Embora Bolsonaro queira acabar com a Justiça do Trabalho, quase de dois em dois dias um processo foi enviado pelo Sindgraf no último triênio para varas da Justiça do Trabalho a fim de defender direitos dos gráficos sonegados pelas empresas em Pernambuco

De abril de 2016 até agora, é expressivo do número de gráficos do estado que processaram suas empresas na Justiça do Trabalho através da ação do Departamento Jurídico do Sindgraf-PE. Nos últimos três anos, período de duração da atual diretoria do sindicato, liderada por Iraquitan da Silva, quase de dois em dois dias um processo eram enviado para alguma das varas da Justiça do Trabalho em diversos municípios de Pernambuco. O fato mostra o quanto tem sido relevante a ação sindical contando com o apoio da Poder Judiciário Especializado nas áreas do mundo do Trabalho.

 

Ao todo foram quase 500 processos de 2016 ao início de 2019. As razões dos processos são diversas. Mas, no geral, um ou muito mais direitos que a empresa deixou de pagar aos seus funcionários ou ex-trabalhadores.  “Sem o Sindgraf-PE e a Justiça do Trabalho, o gráfico teria dificuldade de resgatar seus direitos negados por maus patrões, que desrespeitam a lei”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos

 

O grande número de ações judicias levadas à Justiça do Trabalho, cerca de 15 por mês, resgataram verbas rescisórias não pagas, FGTS e muito mais. Somente nas varas do Trabalho em Recife foram 286 processos no período. O Departamento Jurídico do Sindgraf, liderado pela experiente advogada Gizene Oliveira, também atuou na Justiça do Trabalho no Cabo de Santo Agostinho (43 casos); Carpina (1); Igarassu (16); Ipojuca (1), Jaboatão dos Guararapes (39); Olinda (43); Paulista (31) e ainda em São Lourenço da Mata com nove casos, sem falar nas ações previdenciárias.

 

Dentre os 469 processos judiciais para garantirem os direitos dos gráficos negados pelos patrões, alguns deles foram ações com efeito coletivo para todos gráficos das empresas envolvidas. Duas delas, por exemplo, foram capazes de estender os mesmo direitos e salários da categoria a todos os gráficos da Copiadora Nacional, como também a todos os funcionários da gráfica rápida SIN, enquadrando tais empresas a reconheceram seus profissionais como gráficos, coisa que não queriam fazer.

 

Outras ações com efeito coletivo buscaram garantir aos empregados de quatro empresas o direito de receber o adicional de insalubridade diante das condições prejudiciais à saúde em que laboravam, expostos a ruído e calor elevado e a produtos químicos. Assim, a combinação da atuação do Sindgraf-PE com o apoio da Justiça do Trabalho é essencial para que os maus patrões sejam obrigados a cumprirem com as suas obrigações. “Não faz sentido o governo pôr fim a Justiça do Trabalho, a não ser que seja para proteger estes tipos de empresas sonegadoras” fala Iraquitan.

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