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Em 11 de setembro de 2020 - às 7:37

Com alta no preço do alimento, gráficos reivindicam das empresas o poder de compra de volta

Mesmo com a covid-19, o gráfico põe a sua vida em risco no trabalho para garantir seu feijão, arroz e ovo, estes que aumentaram 86%, 61% e 70% de preço respectivamente. Mas se o gráfico não tiver nem a garantia de com seu salário poder se alimentar e sobreviver, nada mais pode justificar que ele ponha sua vida em risco no trabalho. Já basta a queda na renda com a suspensão no trabalho e redução de jornada. Por isso, a recomposição do poder de compra nesta campanha salarial da categoria é uma pauta justa e de todos pela manutenção da vida, emprego e da renda dos gráficos pernambucanos

Nesta sexta-feira (11), o sindicato dos donos das gráficas pernambucanas recebem a pauta de reivindicação dos trabalhadores, aprovada ontem em defesa da vida, emprego e renda da categoria nesta campanha salarial. Ao definirem a pauta na assembleia presencial, na sede do Sindgraf-PE, os gráficos reconheceram o cenário socioeconômico atual – Este que não só já tem ameaçado à vida ao trabalhar na pandemia e ainda tem reduzido a renda, mas também apresenta a nova ameaça de, mesmo trabalhando nestas condições, podem passar até por necessidade básica devido à alta nos preços da alimentação, como arroz (61%), feijão (86%), ovo (70%) e charque (73%). Dada à volta da alta inflação no Brasil, o gráfico reivindica a recomposição do seu poder de compra de modo que possa se manter trabalhando (emprego), mas também que possa sobreviver (vida e renda).

 

“A cesta básica no Grande Recife já compromete 43% do salário e tem produtos, como a cebola, com aumento de 402%, conforme traz pesquisa do Procon na Região Metropolitana. Portanto, qual seria um salário justo para o trabalhador de modo que também considerasse sua empresa com a pandemia? A resposta é um reajuste onde garanta a recomposição do poder de compra do gráfico para poder continuar valendo a pena trabalhar em uma conjuntura altamente perigosa à vida e também à renda, porque o salário já foi reduzido em plena pandemia. Por esta razão, a classe exige um aumento de 6%, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

A alimentação é a base da sobrevivência do patrão e do empregado, este mais penalizado com a pandemia e diante da redução da renda. Afinal, é bom lembrar que a renda não é lucro, pois o lucro é o dinheiro que sobra. Como a renda do gráfico falta no final do mês para as suas necessidades vitais, os trabalhadores também reivindicam um vale-refeição diário a ser garantido pelas empresas – benefício a se somar aos direitos já existentes na lei do gráfico no estado (Convenção Coletiva de Trabalho). A inclusão do vale é um meio eficiente de recompor o poder de compra da categoria, pois a variação de preço do alimento afetaria menos o salário do gráfico.

 

Além da manutenção de todos direitos, a inclusão de novos direitos além do vale-refeição também está na lista de reivindicação dos trabalhadores para ser garantir o emprego, vida e a renda dos gráficos. Dentre eles, uma tabela com piso salarial diferenciado para impressores e demais funções, a hora-extra de 100% em caso de prorrogação de jornada, a garantia do emprego por 90 dias para o gráfico ao voltar de alguma doença comum, e, sobretudo, que todos empregos sejam preservados até janeiro de 2021.

 

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