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Em 4 de agosto de 2022 - às 15:09

Com carestia, cesta básica já consome 40% do piso salarial do gráfico em PE

O alto custo da alimentação no mês de junho foi o responsável outra vez pela contínua carestia provocada pelo desgoverno. A alta inflação no Recife foi quase o dobro do Brasil no período. Não por acaso é a segunda cesta básica mais cara no Nordeste, ficando atrás só de Fortaleza-CE. Em pesquisa do Dieese, trabalhadores na capital pernambucana já pagam R$ 612,34 por esta comida essencial para sobrevivência. O valor consome 40% do piso salarial dos gráficos no Estado, mesmo a renda da categoria sendo bem acima do salário mínimo do Brasil por força da Lei do Gráfico de PE, conquistada pelo Sindgraf no ano passado, na campanha salarial

A data-base da classe é em outubro. Desde então, no ano passado, graças à organização sindical dos gráficos, o salário teve um reajuste de 10,78%. Entretanto, mesmo assim, diante do descontrole inflacionário, a renda da categoria tem sido muito corroída. “Só para comprar a cesta básica, o gráfico que recebe o piso (R$ 1.539,61) gasta 40% disso”, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

O cálculo do sindicalista é baseado na nova pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Portanto, apesar da luta sindical na última campanha salarial que recompôs a renda da categoria, o desgoverno Bolsonaro tem afetado a conquista. Iraquitan alerta todos gráficos para a problemática de modo a evitarem a continuidade desse mal nas eleições de outubro próximo, quando também haverá nova campanha salarial. “É preciso lutar para recuperar outra vez a renda e também trocar de presidente”, frisa. O Sindgraf-PE garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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