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Em 30 de abril de 2018 - às 9:08

Com unidade de classe, trabalhador voltará a ter o que festejar no seu dia

Nesta terça-feira será feriado por conta dos 132 anos do primeiro Dia do Trabalhador no mundo, iniciada a partir da luta por direitos através de operários de um vasto conjunto da categorias profissionais nos EUA, em Chicago, sendo reprimida pelo patronal e governantes com a morte de vários trabalhadores, inclusive de gráficos. Porém, apesar de tantos anos, a jornada de trabalho, condições laborais, direitos e os empregos ainda não são favoráveis para o trabalhador. E, no Brasil, a situação tem ficado bem difícil após o golpe dado por Temer e seus políticos aliados. E eles que têm feito o desemprego e a fome voltarem a crescer. Esses políticos criaram até uma lei para tirar mais de 100 direitos de quem está na ativa, além de ameaçar à aposentadoria da classe trabalhadora, sem falar o congelamento de investimentos e saúde e educação por 20 anos.

 

“Portanto, embora não temos o que festejar neste Dia do Trabalhador de 2018, devido o golpe na Democracia para a retirada de direitos, como já ocorreu no passado no Brasil, nas décadas de 1930 a 1940 e de 1960 a 1980, o Dia do Trabalhador continua sendo a nossa data de referência de que só a classe trabalhadora, quando unificada e consciente de seu papel, como há 132 anos, pode restabelecer direitos, mas só juntos”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato dos Gráficos (Sindgraf-PE).

 

“A gente só consegue sair dessa situação de opressão dos ricos contra os pobres, que exploram nossa mão de obra através da precarização do trabalho e de nossas vidas, com baixo salário e subcondições laborais,  se fizermos como fizeram os gráficos e o conjunto dos trabalhadores no passado, como os mártires de Chicago. Juntos, cada um deles lutou por redução de jornada e contra condições precárias do trabalho, sobretudo para mulheres e crianças e etc”, destaca Iraquitan. Porém, para que isso ocorra, não adianta agir sozinho, será preciso a participação de todos, não só alguns gráficos, mas todos; não só gráficos, mas todas classes. Esse foi o meio que deu certo há 132 anos, data do Dia do Trabalhador.

 

Contudo, essa não será uma tarefa fácil ou rápida. O primeiro grande desafio é desconstruir o individualismo hoje mais comum entra a classe trabalhadora, sendo anestesiada pelo impulso do consumo desenfreado, estimulada pelas tecnológicas redes sociais e a não participação física das interações, esvaziando o espírito de coletividade em favor de todos.

 

O segundo grande desafio é buscar reorganizar a classe trabalhadora, qualificando-a no campo ideológico e política de classe, uma vez que se continuar como está as perdas só se acumularão diante do golpe dado à democracia brasileira e sobre direitos dos mais pobres. Ideologicamente é preciso saber e estar convencido que a luta de classe não acabou, a luta dos ricos contra os pobres somente acaba quando a ganância da raça humana acabar, cenário que ainda está muito distante de ocorrer. Se cada um souber a qual classe pertence, saberá refletir melhor sobre qual posição tomar na vida, inclusive nas eleições gerais de outubro.

 

Desse modo, ideologicamente consciente, terá a consciência crítica de saber se posicionar politicamente, saber as consequências de escolher deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente. Assim, saberá que se votar em políticos de classe oposta à sua, estará contribuindo para que os seus interesses jamais sejam valorizados. Por sinal, foi através dos votos errados desse tipo nas últimas eleições, que os políticos das elites tiveram as condições para golpear a Democracia e tirar os direitos trabalhistas e sociais da maioria do povo brasileiro. Portanto, na hora do seu voto este ano, trabalhador vota em trabalhador. Além disso, só através da unidade e da luta, a classe trabalhador poderá voltar a ter o que comemorar. Viva os Gráficos! Viva os Trabalhadores!

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