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Em 25 de julho de 2018 - às 7:46

Comitê das mulheres gráficas completa hoje cinco anos em ação

Hoje também é o Dia Mundial da Mulher Latino Americana Caribenha. É preciso chamar atenção da sociedade contra o racismo, sexismo e todas formas de violências contra mulheres no lar ou no ambiente de trabalho

Nesta quarta-feira (25), quando celebra-se pelo mundo o Dia da Mulher Latino America Caribenha para mobilizar a sociedade contra o racismo e o sexismo, as mulheres gráficas do estado completam cinco anos da reativação do Comitê Feminino da Categoria em Pernambuco, que foi criado pioneiramente em 1953 pelo Sindicato da classe (Sindgraf-PE). O coletivo aproveita para ressaltar a importância da data de hoje para dar visibilidade às situações de desigualdade racial e de gênero, bem como para fortalecer as lutas das mulheres também contra a discriminação de classe, preconceitos e violências domésticas e no ambiente de trabalho.

 

O grupo ainda defende a unidade e organização das mulheres gráficas para se fortalecerem contra cultura machista. E estimula o protagonismo feminino na política como representante política de suas pautas políticas, econômicas e sociais. “Lembro que a maioria do público eleitor do país é formado em sua maioria por mulheres (52,50%), mas ainda são minorias nos Poderes Executivo e Legislativo e nos partidos só incluem as mulheres para o cumprimento de cotas específicas, quando há”, fala Lidiane Araújo, coordenadora do Comitê Feminino do Sindgraf-PE.

 

Neste sentido, visando estimular a real democratização das mulheres na política para lutar por pautas no combate ao racismo, sexismo e toda a gama de discriminação, preconceito e violências domésticas e no local de trabalho, Lidiane defende uma maior mobilização das mulheres neste viés. Não por acaso, nesta quinta, durante o encontro da Confederação Nacional da categoria (Conatig), na capital paulista, a dirigente sindical estará defendendo uma campanha das trabalhadoras gráficas brasileira para enfrentarem o atual e amplo retrocesso político depois do golpe na presidente Dilma e no povo com reflexos sociais vistos na volta da fome, miséria, desemprego e muito mais, ampliando os desafios das mulheres.

 

Lidiane defende uma campanha de conscientização do público feminino da categoria em todo o Brasil com o slogam “MEU VOTO É FEMININO” no sentido de aumentar a participação da mulher na política a partir das eleições de 2018. Porém, ela lembra que não adianta votar em mulheres descomprometidas com as causas sociais das mulheres trabalhadoras, pobres e negras – estas que mais sofrem com o machismo e o racismo. Dados da Organização das Nações Unidas mostram que, dos 25 países com maior índice de violência contra a mulher negra no mundo, 15 estão localizados na América Latina e no Caribe. “Precisamos combater isso. É preciso combater os indicadores alarmantes do número de mulheres que morrem vítimas da violência que continuam altíssimos”, diz Lidiane.

 

A sindicalista convoca as mulheres gráficas pernambucanos e de todo o país para despertarem o sentimento de continuidade de luta, marcantes nas mulheres do passado que enfrentaram um período mais atrasado. “Precisamos incentivar as mulheres a denunciarem as injustiças no seu lar e no ambiente profissional, contra assédios, discriminações e outras violências. Mas é preciso também se empoderar e ocupar os espaços representativos na política para buscar mudanças estruturais contra a manutenção desta cultura que oprime as mulheres. Esta é a missão do Comitê Feminino. Esta é nossa missão enquanto mulheres”, diz Lidiane.

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