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Em 8 de agosto de 2018 - às 9:27

Comitê Feminino do Sindgraf-PE chama atenção para o feminicídio

Ontem fez 12 anos da lei nacional contra a violência doméstica sobre as mulheres. A Lei Maria da Penha também ajuda na reflexão sobre esta chaga social e estimula a mudança de comportamento da sociedade contra o machismo patriarcal

Nesta terça-feira (7), completou 12 anos em que a Lei Maria da Penha passou a ter validade no Brasil. A legislação expõe o problema cultural e social do machismo contra as mulheres e penaliza homens que praticam violência doméstica. Com isso, tem crescido as denúncias das mulheres contra seus agressores diante do relacionamento abusivo. Mas este tipo de violência continua presente. Tem crescido até as mortes. Foi então necessário criar pela governo de Dilma uma nova lei (feminicídio) mais severa para inibir tais mortes. Ela tornou crime hediondo o assassinada de mulheres por homens diante de motivações como ódio, desprezo ou sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres. O Brasil já é o 5º país que mais mata mulher no mundo por tais questões.

 

O Comitê Feminino do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos (Sindgraf) chama atenção dos homens e mulheres da categoria e todas as demais profissionais para este problema que deve ser encarado por todos(as). “É preciso acabar com esse assassinato de mulheres pela condição dela ser uma mulher (feminicídio), bem como é preciso acaba com qualquer tipo de violência doméstica ou não contra as mulheres”, pontua Lidiane Araújo, coordenadora do Comitê e dirigente do Sindgraf-PE. Ela diz que ainda há uma ainda uma cultura do silêncio frente essas agressões que precisa ser vencida pelas mulheres e toda a sociedade aos observadas.

 

Lidiane orienta as trabalhadoras gráficas e demais mulheres a ficar bem atentas e clareza aos sinais no relacionamento com seus companheiros. “Se ele lhe maltrata, humilha, agride ou proibi de fazer o que você gosta, não continue nessa relação.  O amor é paciente e benigno”, ressalta. Ela chama atenção para os dados nestes 12 anos da Lei Maria da Penha: embora apontem para uma maior disposição das vítimas em denunciar, conscientizar as mulheres agredidas neste relacionamentos abusivos é uma tarefa continua, mesmo sendo desafiadora. Quanto antes, melhor!

 

Muitas vezes, diante dos crimes de feminicídio, o horror toma conta do conjunto das mulheres, mas deixam de pensar que pode acontecer igual  com elas, mesmo que submetendo-se a situações constrangedoras com medo ou vergonha de denunciar o companheiro agressor. “Esta na hora de mudar de comportamento”, diz Lidiane. Preste atenção nos detalhes e se afaste das pessoas que você gosta, mas que não gostam de você de verdade. Quem ama, não lhe machuca. Denuncia. Ligue para 190!

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