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Em 12 de abril de 2021 - às 10:48

Sindgraf-PE tem modelo de comunicação que a CUT Nacional busca

Em um seminário de Comunicação da CUT/PE, onde a sindicalista gráfica Jheynifer Stefane participou há poucos dias, o secretário nacional da pasta, Roni Barbosa, disse que a Central precisa apostar em um processo de organização da comunicação dos sindicatos junto aos trabalhadores. Elencou várias características da forma, conteúdo e dos meios que tal diálogo mediado deve ocorrer. Muitos dos padrões teóricos colocados, por sinal, já têm sido praticados na rotina dos gráficos do estado há 13 anos. É feita através de uma comunicação orgânica, sistemática, atrativa e direta com base na própria ação sindical diária do Sindgraf em prol da vida, emprego e da renda dos cinco mil trabalhadores da categoria, estando eles sindicalizados ou não.

Durante dois dias no final do mês passado, sindicalistas e jornalistas se debruçaram em um debate pela busca da construção de um modelo de comunicação sindical eficaz. E esta questão, conforme avaliou no seminário o professor Paulo Rocha, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Pernambuco, é considerada como um dos maiores desafios para o movimento sindical e popular. De fato, a temática é algo central e estratégico. Ainda mais quando foi por meio da comunicação que, mesmo sem ter qualidade política, manipularam os trabalhadores para eleger o atual presidente do Brasil, mesmo quando o dito cujo ainda era candidato e já defendia pautas contra a classe trabalhadora, o que continua mesmo diante da maior crise sanitária e econômica do país. Portanto, passará sobremaneira pela comunicação a luta pela reconquista dos corações e mentes dos trabalhadores, tarefa esta de todos os sindicatos e sindicalistas brasileiros.

 

Entretanto, no geral, a comunicação sindical, quando realizada, continua sendo praticada de forma burocrática e institucional. Assim, tem falhado na tarefa desafiadora de voltar a ganhar as mentes e corações da classe trabalhadora. O fato então demanda dos sindicatos maior atenção com a questão. O que exige a atuação pela mudança de como a entidade deve se comunicar com a sua base para tentar voltar a conquistar a maior atenção da sua categoria, sobretudo para os sindicatos que desejam sobreviver depois dos retrocessos trazidos diante da lei da Reforma Trabalhista de 2017.

 

Para isso, porém, será preciso, primeiro, o sindicato reavaliar como está representando a sua categoria. Assim, poderá reconhecer, talvez, que precisa mudar a forma de atuar e se comunicar com a base. E não somente no período de campanha salarial anual, mas no ano todo. Por sinal, isto é indispensável para a construção de uma comunicação sindical com mais condições reais de poder ganhar mentes e corações da classe, por ser algo orgânico e realista. 

 

A comunicação sindical orgânica deriva dessa atuação efetiva do sindicato voltada à defesa da vida, emprego, renda, direitos e das condições laborais da classe; e não o contrário. O contrário é a burocracia sindical, tendo seu reflexo na comunicação também, mesmo usando do jornalismo e do marketing tradicional ou digital. 

 

Se, muitas vezes, mesmo com a ação sindical efetiva em prol da categoria, não se consegue cativar o trabalhador de imediato, porque é um processo político e pedagógico anti hegemônico ao poder do Capital, imagina se o sindicato não representa a sua categoria de verdade? Logo, você ainda acredita que seria uma comunicação sindical burocrática e institucional que seria capaz de ganhar sozinha a mente e coração do trabalhador? A resposta todos já sabem: NÃO!

 

Desse modo, a forma da comunicação sindical e os meios de distribuição são vitais para cativar a categoria, mas sem um conteúdo vinculado à vida real do trabalhador, justamente porque o discurso e a prática sindical estão fora da realidade dos dramas e dos desafios vividos pela categoria dentro da empresa e fora dela, não é atrativa para os mesmos, e ainda destoa do papel constitucional do sindicato, ao não representar o interesse da categoria de verdade.

 

Portanto, apesar de todos os desafios atuais dentro da realidade do movimento sindical, agravados pelas recentes leis contrárias aos trabalhadores e ao sindicato, a comunicação sindical precisa e é o retrato da atuação do órgão sindical pela classe trabalhadora. Assim, precisa ter atuação sindical e comunicação orgânica. O contrário disso, são só estratégicas e técnicas jornalísticas e de marketing.

 

“Por esta razão, acredito que, não por acaso, o secretário nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, apontou que a principal tarefa da Central é organizar a comunicação sindical na base com uma rotina. Creio que tal rotina não se limitou a periodicidade e as fontes das notícias, a linguagem escrita e imagética usada e outras questões técnicas e os meios utilizados para a distribuição do conteúdo, mas sim uma mediação da ação sindical com o trabalhador a partir do que é mais interessante para categoria: a luta sindical pela vida, emprego, renda, direitos e pelas condições laborais, sobretudo agora diante dos desafios da pandemia e do desgoverno Bolsonaro. É isto que a Comunicação do Sindgraf-PE faz há 13 anos ininterruptos, toda 2º, 4º e 6º feira. Por isso, creio ser este um modelo já testado na vida sindical real do trabalhador, cujo a CUT nacional pode estar procurando”, pontua Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf.

 

A comunicação sindical é algo levado muito a sério pelo Sindgraf-PE, que não vê a questão como algo acessório, mas central e estratégico para a construção da realidade social da categoria gráfica através das notícias. Elas são indispensáveis para colaborar na formação e despertar de consciência crítica da base diante da conjuntura local e global sobre temas e versões tratados na vida real. E servem de contraponto para ajudar no desmascaramento das falsas ideologias do capitalismo e o novo reino das fake News e da pós-verdade, estas que ajudaram a eleger Bolsonaro. O Sindgraf-PE garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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