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Em 29 de março de 2021 - às 10:11

Copiadora Nacional é acionada por defasagem salarial dos gráficos há meses na pandemia

O reajuste salarial dos gráficos acontece todo ano no mês de outubro. Os trabalhadores e patrões conhecem isso muito bem há décadas. O último aumento foi de 4%, elevando os pisos de ingresso nas empresas para R$ 1.389,79 e para R$ R$ 2.261,87 ao impressor offset em início de carreira. Há seis meses ninguém pode receber menos, mesmo com pandemia. A regra está na Lei do Gráfico (Convenção Coletiva de Trabalho da classe)

Apesar disso, logo após o 1º mês do reajuste, pequenas empresas foram denunciadas ao sindicato pela defasagem na renda, sendo corrigida após uma simples ligação de sindicalistas. A Copiadora Nacional, por sua vez, já conhecida pelo Sindgraf-PE como uma empresa “fora da lei” por várias questões, inclusive por tentar negar que é uma gráfica e deixar os gráficos sem vale-alimentação, irregularidades já levadas para o Poder Judiciário, continua apostando na afronta a lei, congelando a renda dos funcionários, sendo a única de todas as gráficas no estado nesta condição. Por conta disso, deve que se explicar hoje na Superintendência Federal do Trabalho

 

“A empresa deve sete meses de diferença salarial por conta do 13º salário também pago defasado. Precisará pagar essa pendência e ajustar em 4%, de imediato, a renda de todos os profissionais de suas três empresas que pertencem ao grupo econômico, independentemente da faixa salarial de cada gráfico. Fora desse encaminhamento, a Copiadora oficializará a sua afronta a nossa lei”, adianta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. A lei em questão é a construída pelo gráfico na campanha salarial anual.

 

O histórico das três empresas do grupo da Copiadora Nacional é de “fora da lei”. O Superior Tribunal do Trabalho (TST) precisou intervir e cobrar o enquadramento sindical delas enquanto gráficas que são porque as suas atividades econômicas estão relacionadas à impressão, pré-impressão e ao acabamento gráfico. Apesar disso, já conhecendo muito o sindicato e a defesa da entidade à vida, emprego, renda, direitos e às condições laborais dos gráficos, disse desconhecer a lei do gráfico quando foi cobrada pelo não reajuste salarial, mesmo presenteado com uma convenção impressa.

 

É por esse comportamento “fora da lei” da Copiadora, que, desde agosto do ano passado, a Justiça do Trabalho já analisa outra irregularidade em curso pela empresa: a retirada do vale-alimentação dos empregados, um benefício já consolidado e que não pode ser excluído com base na lei do gráfico. Por esta razão, em nome dos gráficos sindicalizados, conforme determina a regra para o sindicato poder entrar com processo coletivo, o empresário está sendo julgado. Será que precisa ir até o TST outra vez? O fato é que a ação está na fase da análise do juiz de primeira instância.

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