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Em 14 de dezembro de 2020 - às 7:57

Covid avança e Sindgraf-PE cobra mais segurança dentro das gráficas

É preciso ser definido um plano de convivência do trabalho nas gráficas durante a pandemia para proteger os trabalhadores diante do avanço do vírus. Na Cepe, por exemplo, um plano já foi implantado há uns dois meses e tem até uma comissão formada por sindicalistas para acompanhar os resultados

Embora neste mês acabe a validade do decreto de Estado de Calamidade Pública no Brasil por conta da Covid-19, a transmissão e mortes voltaram com toda força devido ao relaxamento das medidas contra esse vírus. Em muitas gráficas, que no início adotaram o uso de máscara e álcool gel e o distanciamento entre os trabalhadores, parece que não há mais risco. Não por acaso, muitos gráficos e seus familiares estão se contaminando. Logo, o Sindgraf-PE cobra das empresas a retomada de medidas de segurança, as quais jamais poderiam ter sido abandonadas. Na Companhia Editorial de Pernambuco (Cepe), a empresa e o sindicato criaram até a comissão para acompanhar o trabalho presencial e remoto desde o fim de outubro.  

 

“Já se fala na segunda onda da covid-19, mas vejo que nunca saímos da primeira. Apesar disso, houve um relaxamento das empresas e pessoas em relação à pandemia e seus riscos, bem como suas responsabilidades. É preciso voltar ao rigor total com a segurança da saúde dos empregados nas gráficas, a começar pelo uso obrigatório de máscara no trabalho, uso de álcool em geral, distanciamento entre os trabalhadores, cuidado maior na limpeza de banheiros e refeitórios, liberação do serviço daqueles do grupo de risco e etc.”, fala Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

Desde outubro quando decidiu voltar com o trabalho presencial na Cepe, por exemplo, a empresa criou primeiro um plano para essa retomada com atenção à saúde dos trabalhadores. Para isso, criou também a comissão formada por membros do Sindicato, da Cipa, da Segurança do Trabalho e da direção da empresa para acompanhar o desenvolvimento do plano. Nele, por exemplo, os gráficos com sintomas da covid, ou que tenham em sua casa alguém com a doença, devem ficar em casa por 14 dias. Ficam também em casa todos aqueles profissionais que tiveram contato com ele

 

Os gráficos com idade a partir de 60 anos, gestantes e obesos também continuam em casa. Estes e os demais trabalhadores considerados do grupo de risco porque possuem algum tipo de comorbidade, a exemplo de doenças renais, diabetes, cardiopatias, pneumonias, imunodepressão e hipertensão arterial, também recebem a licença ou trabalham de casa.  

 

O plano também foca nos gráficos que voltaram ao trabalho presencial. E, mesmo assim, mantém uma jornada presencial com menos horas do que o habitual, além do rodízio semanal com serviço presencial alternado com o virtual. Só a partir de janeiro que a jornada volta a 100% presencial, mas manterá o rodízio semanal entre o trabalho presencial com o remoto. O Sindgraf garante luta. O gráfico garante o Sindicato. SINDICALIZE-SE!

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