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Em 15 de setembro de 2021 - às 10:13

Cesta básica aumenta e já consome até 35% do salário dos gráficos

Quanto menor a renda, maior é o impacto da alta no preço dos alimentos. Pesquisa recente do Dieese mostra que o trabalhador gráfico de qualquer empresa que ainda não fornece vale-alimentação terá de desembolsar R$ 491,46 só para a compra da cesta básica na capital pernambucana. Não à toa, o Sindgraf atua na luta pela vida, emprego, renda e comida na mesa

Nenhum gráfico iniciante no setor gráfico do estado pode receber menos de R$ 1.389,79. Se for impressor offset quatro cores em início de carreira não pode ganhar menos de R$ 2.261,87. Os valores estão definidos pela força da Lei do Gráfico (Convenção Coletiva de Trabalho da categoria). Apesar disso, em função do acelerado/elevado aumento do custo de vida neste ano, inflacionando os preços sobretudo da alimentação, boa parte da renda dos gráficos tem sido usada só para tentar manter a comida na mesa.   

 

O Sindgraf-PE comparou o preço da atual da cesta básica e com o salário dos trabalhadores que recebem os dois pisos da categoria e constatou o quanto a alta inflação tem corroído o poder de compra dos trabalhadores. O gráfico que recebe piso salarial de R$ 1.389,79 já gasta 35% disso para comprar comida. O impacto também é altíssimo sobre quem recebe o piso salarial maior da categoria (R$ 2.261,87), consumindo 22% para comida.

 

“Se o alto custo de vida tem afetado significativamente o poder de compra dos gráficos, reduzindo significativamente suas opções de sobrevivência, imagina o trabalhador de outra categoria que só recebe o salário mínimo definido pelo governo Bolsonaro (1,1 mil). Nestes casos, já gasta mais da metade da sua renda apenas para se alimentar. Imaginem o irmão-gráfico que está desempregado”, fala Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf.

 

Apesar desse caos, ainda tem gráfica, a exemplo da Copiadora Nacional que suspendeu o vale-alimentação que era concedido aos trabalhadores mensalmente. O Sindgraf inclusive já acionou o Poder Judicial para tratar da irregularidade. O Ministério Público do Trabalho em Pernambuco e de Brasília também investiga esta situação a pedido do Sindicato. Nem todas empresas do ramo têm garantido este benefício que poderia significar muito para o gráfico de PE. Uma cesta básica seria de grande valia, sobretudo diante deste cenário econômico de alta inflação e carestia. O Sindgraf garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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