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Em 1 de dezembro de 2021 - às 12:00

Gráfico terá de trabalhar mais oito a 16 anos para conseguir se aposentar

Ao invés de se aposentar seis meses após a lei de Bolsonaro que destruiu esse direito dos gráficos expostos a produtos químicos e/ou alto ruído de modo permanente e habitual, um ex-empregado do JC terá de conseguir um novo emprego e trabalhar pelo menos mais de oito a 16 anos para, quem sabe, garantir a aposentadoria nada especial e com um valor muito abaixo do que teria conseguido ano passado se não fosse tal destruição previdenciária pelo governo de plantão

Não foi por falta de alerta sindical aos trabalhadores gráficos de que todo tipo de problemas poderia recair sobre a vida dos mesmos se Bolsonaro se elegesse presidente. Ainda quando candidato presidencial já dizia que seria mais emprego e menos direitos. Ele cumpriu só a segunda promessa. Vem reduzindo os direitos com força, enquanto o Brasil bate recorde de desemprego.

 

“Afinal, tem sido durante este governo de direita e ultraneoliberal, marcado pelo genocídio da vida do próprio povo brasileiro pela covid e também pela volta da fome, carestia e da alta inflação, que já tem mais pessoas desempregadas do que trabalhando. Este ano, por exemplo, o setor gráfico continuou demitindo. Por exemplo, todos os gráficos do Jornal do Commercio (JC) foram desligados”, pontua Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

Além desses males, Bolsonaro ainda defendeu e validou a lei da reforma da Previdência em 13 de novembro de 2019. A partir daí, todos os trabalhadores estando empregados ou desempregados estão tendo graves problemas também para se aposentar, mesmo tendo trabalhado décadas expostos a substâncias químicas e ruído prejudicial à saúde.

 

Um exemplo emblemático desse mal acaba de ser legitimado em decisão da Justiça Federal, mesmo depois da batalha do Sindgraf travada contra o INSS em defesa da aposentadoria especial de um trabalhador demitido este ano com mais de 25 anos de trabalho insalubre. Com base na lei de Bolsonaro, a Justiça calculou que o gráfico desempregado terá de trabalhar mais de oito a 16 anos para conseguir a aposentadoria que já lhe era garantida se não fosse a nova lei.

 

Um dia antes da lei da reforma da Previdência, o gráfico já acumulava 24 anos e seis meses de trabalho insalubre, restando completar somente mais seis meses para garantir sua aposentadoria especial, mesmo tendo apenas quase 44 anos de idade. Com a mudança defendida por Bolsonaro, terá de trabalhar até 60 anos (16 anos adicionais), ou mais oito anos, sendo que, independentemente do tempo extra que venha a laborar, o gráfico jamais alcançará o valor da aposentadoria especial de antes da reforma, na verdade, não chegará nem perto. 

 

O Sindgraf-PE se solidariza com este trabalhador, tanto que lutou por ele na Justiça mesmo diante da reforma previdenciária de Bolsonaro. Todavia, a entidade aproveita para reforçar o alerta para que a categoria jamais volte a votar em elementos que não são legítimos representantes da classe trabalhadora, muito menos naqueles que avisam previamente que vão atacar direitos trabalhistas. A orientação serve para o voto em presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais, e vereador. O Sindgraf garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

 

“Toda política deste governo negacionista sempre recai negativamente sobre os trabalhadores. Portanto, não abra mão de seu voto no próximo ano para não beneficiar este governo contra a classe trabalhadora”, fala Leonardo Del Roy, presidente da Confederação Nacional dos Gráficos (Conatig). No governo de plantão, os ricos voltaram a ficar ainda mais ricos e os pobres bem mais pobres e tendo que sobreviver de migalhas, sem emprego, e agora sem poder se aposentar, completa o sindicalista.

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