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Em 11 de novembro de 2020 - às 9:03

Em evento mundial, Sindgraf-PE defende vida, emprego e renda dos gráficos do Brasil

No mês passado, enquanto que o Sindgraf-PE conquistava ganho real no salário dos 5 mil trabalhadores gráficos do estado, sendo, até o momento, o único sindicato da categoria no Brasil a garantir isto durante a pandemia, o sindicato de PE, representando a Confederação Nacional  da categoria (Conatig), participou de um evento internacional onde reuniu as entidades laborais e empresariais do setor nas Américas e da Europa. Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE, que também é dirigente da Conatig e que puxou o movimento nacional do segmento em defesa do setor gráfico na pandemia, através da defesa da vida, emprego e renda do trabalhador.

 

Falou um pouco da iniciativa e voltou cobrar a responsabilidade patronal, sobretudo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) que não participou desse movimento, mesmo tendo a sua entidade internacional (Colatingraf) signatária de uma articulação conjunta com a UNI Gráficas Américas, onde assumiu o compromisso do diálogo social para este fim.

 

Ao invés de se juntar à Conatig na defesa conjunta do setor e dos gráficos, a Abigraf não só ficou de fora do manifesto lançado em defesa da vida, emprego e renda da categoria durante a pandemia, como se aproveitou da crise para aplicar o congelamento salarial e corte pela metade da PLR do maior número de gráficos brasileiros, estes que estão localizados no estado de São Paulo. Iraquitan apontou essa situação durante o evento.  Desse modo, a Colatingraf foi questiona pela posição da Abigraf durante o evento que analisou e perspectiva do setor neste contexto da pandemia.

 

Iraquitan da Silva, diretor de Relações Sindicais da Conatig e articulador no Brasil pelo movimento em defesa da vida, emprego e renda do gráfico durante a pandemia, reafirmou o compromisso do órgão com a convenção 144 da OIT, voltada ao diálogo social. Mas isso não foi levando em conta por parte das entidades patronais nacionais do setor, a Andigraf e Abigraf. “Apesar do cenário catastrófico, recusaram-se a subescrever conosco as propostas para o Congresso Nacional e ao governo federal em defesa do setor e da vida, emprego e renda dos trabalhadores”, denunciou Iraquitan.

 

O sindicalista lembrou que os postos oficiais de trabalho já reduziram 52% nos últimos 10 anos, enquanto que menos de 10% de gráficas fecharam. Alertou também que este fenômeno não está atrelado apenas a mudança estrutural do setor devido à tecnologia e era digital. E justifica dizendo que o mercado gráfico tem incorporado grande parte dos demitidos enquanto trabalhadores informais, sem a proteção das leis trabalhistas, estas que estão sendo destruídos no Brasil, desde o golpe sobre a presidente Dilma.

 

Dirigentes da UNI Gráficos Global questionaram a Colatingraf, presente no encontro, sobre a postura da sua representante no Brasil, a Abigraf. A entidade patronal latino-americana reafirmou o seu compromisso com o diálogo social. Entretanto, não conseguiu se explicar sobre o ocorrido da não adesão da Abigraf ao manifesto Vida, Emprego e Renda da Conatig. A Colatingraf, no entanto, assinou um documento semelhante com a UNI Gráficos América (entidade que representa os trabalhadores gráficos das três Américas). Porém, como questionado, não teve efetividade no Brasil.

 

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