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Em 6 de maio de 2019 - às 8:21

Emprego e vida do gráfico melhoram com bolsa em alta ou queda?

Desemprego cresceu a 13,4 milhões e 26,3 milhões estão subutilizados no Brasil. Ainda assim, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores no país, fechou a última semana em alta, após ganhos semanais anteriormente

Na última sexta-feira, a bolsa de valores nacional (Ibovesba) fechou em alta de 0,5%. Chegou a 96.007,89 pontos. A bolsa representa o mercado acionário das empresas. Portanto, ganha ou perde quem tem dinheiro para investir nesta negociação de ações, ou seja, só aquele que tem muito dinheiro sobrando no final do mês. Às vezes, nem estes, pois a variação da bolsa não depende apenas do desempenho produtivo e de rendimento das empresas de capital aberto, mas só da especulação financeira internacional (agentes que ganham falindo umas empresas e investindo o dinheiro em outras, tirando o capital de um país para outro, mesmo que eleve o desemprego. Não à toa, no último mês, 906 gráficos do país foram demitidos após a multinacional dos EUA, RR Donnelley, deixar o Brasil, e sem pagar ninguém depois de acumular anos de lucro.

 

Estes 906 gráficos das três unidades da Donnelley em São Paulo e em Santa Catarina se somam aos 1,2 milhões de novos desempregados brasileiros, inclusive de PE, desde que Bolsonaro assumiu a presidência do Brasil. Nos três primeiros meses de 2019, já são 13,4 milhões de trabalhadores sem nenhum emprego. Sem falar nos 26,3 milhões de subutilizados. “A bolsa de valores em alta serviu para ajudar algum dos profissionais a não perder emprego? E aos empregados, algum desses tem muito dinheiro sobrando no final do mês para investir na bolsa após comprarem comida, transporte, moradia, água, luz, telefone e etc?”, pergunta Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato dos Gráficos de PE.

 

Independente do trabalhador que se meter a patrão e pensa diferente, a bolsa quando sobe sequer diminui o preço da comida, gasolina, aluguel. Ela também não garante e nem devolve o emprego dos 13,4 milhões de empregados que perderem. A bolsa não é e nem serve ao trabalhador nem mesmo quando está empregado, uma vez que ele não tem dinheiro sobrando para investir e ganhar mais com a quebradeira de empresas e países através da especulação financeira internacional.

 

Que fique claro: a bolsa sequer é boa para o empresariado produtivo, pois ela ganha não pela produção das empresas, mas com a movimentação do capital de um lado para outro, de empresas para outras; de setores a outros, de países a outros, ou seja, com a alta e baixa. Significa que ela ganha com a perda dos trabalhadores – estes os únicos que produzem.

 

Apesar disso, muitos empregados, como gráficos que ainda trabalham  nas empresas, mesmo laborando bem mais diante das demissões dos seus colegas e a redução do quadro profissional, são estimulados a acreditarem que a bolsa de valores pode melhorar a vida deles. Saiba que o comportamento das ações das empresas em nada ajuda a vida do trabalhador, mas essa especulação financeira (com alta e queda) é feita só para o benefício dos milionários as custas do sofrimento da classe trabalhadora. Logo, quanto a bolsa sobe ou cai, o trabalhador continua perdendo. E perde mais quando não nota esta manipulação, acreditando que o mercado acionário vai melhorar sua vida, quando está destruindo.

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