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Em 27 de janeiro de 2021 - às 10:30

Empresa participa de reunião no Sindgraf-PE após greve dos gráficos por defesa dos direitos

Depois de apostar, sem sucesso, na retirada de mais direitos dos gráficos, respondida com o movimento paredista dos trabalhadores na última semana, a IGB/Embrasa confirma ida ao Sindgraf para resolver pendências com os empregados. A pedido do sindicato, a empresa enfrenta inclusive um inquérito civil pelo MPT por várias irregularidades desde o começo da pandemia. E também foi condenada em ação individual na justiça a restabelecer plano de saúde

Nesta quinta-feira (28), pendências da IGB/Embrasa com os seus gráficos que provocaram a primeira greve da categoria na última semana, serão debatidas pela empresa com sindicalistas na sede do Sindgraf. A reunião, que foi confirmada pelo gerente industrial, foi exigida pelos trabalhadores quando aceitaram suspender o movimento paredista, mesmo depois da gráfica reconhecer a sua falha pelo não pagamento da quinzena de todos. Portanto, a regularização do pagamento salarial, inclusive do adiantamento quinzenal, com base na Convenção Coletiva de Trabalho (Lei do Gráfico), bem como a manutenção da entrega da cesta básica mensal, será tratada no encontro.

 

Mas o Sindgraf-PE adianta que abordará ainda sobre a volta da refeição diária e do plano de saúde de todos os empregados. Estes benefícios não podiam ter sido retirados, muito menos na crise sanitária, pois contraria a lei da categoria. Eis a razão de serem objetos de um inquérito civil no Ministério Público do Trabalho (MPT). Já tem inclusive ação judicial individual onde a Justiça já determinou que a empresa restabelecesse o plano de saúde.

 

Uma intimação de um juiz da 2ª Vara do Trabalho do Cabo para empresa deu o prazo de até o começo do mês passado para que o plano de saúde de uma trabalhadora fosse restabelecido, seja por meio de um convênio individual ou empresarial. Na ocasião, o magistrado lembrou inclusive que a decisão era objetivo de um mandado de segurança do Tribunal Regional do Trabalho. Assim, mesmo com as “alegações problemáticas” da gráfica IGB/Embrasa, o juiz ordenou o justo restabelecimento do plano de saúde.

 

Além disso, o MPT, a depender do final do seu inquérito, pode acionar a empresa na justiça de modo coletivo, em defesa de todos os empregados. O Sindgraf lembra a gráfica que, independente dela estar em recuperação judicial, isso não valida posturas intransigentes como as adotadas desde o início da pandemia, como o corte de parte do salário dos trabalhadores e outras irregularidades instadas pelo MPT a pedido da entidade sindical.

 

“Esperamos que os representantes da empresa venham se reunir ciente de tudo e com propostas para a resolução dos problemas criados. Sempre apostamos no diálogo e na negociação, mas isso não implica abrirmos mão de nossos direitos e nem a aceitação de arbitrariedades, ainda mais quando os trabalhadores estão conscientes do seu papel nesta batalha”, adianta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. O Sindgraf garante a luta e os gráficos garantem o sindicato. SINDICALIZE-SE 

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