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Em 18 de maio de 2022 - às 11:22

FGTS dos gráficos pode reduzir pela metade da metade com Bolsonaro

Em descontrole inflacionário gigante e com carestia, reduzindo o poder de compra dos trabalhadores, o governo federal de plantão ainda estuda uma proposta para deixar o FGTS só a um quarto do seu valor atual. Se não conseguir ainda antes da eleição, mas caso seja reeleito, a medida de Bolsonaro visa que gráficos deixem de receber o FGTS no valor de 8% mensal equivalente ao seu salário nominal, e passe a ganhar só 2%. Já passou dos limites. Eleição vem aí.

Desde sábado (14), vazou a notícia de que o Ministério da Economia estuda publicar Medida Provisória para a redução de 8% para 2% da contribuição mensal dos patrões ao FGTS. Em outras palavras, reduzirá para um quarto o valor que gráficos e todos da classe trabalhadora costumam receber desde 1967, ano em que foi criado o fundo. Apesar de não ser o primeiro ataque desse governo aos direitos trabalhistas nem será o último, o Sindgraf-PE repudia a iniciativa e diz que a única forma de tentar barrá-lo é através do voto em massa contra ele na eleição presidencial no dia 2 de outubro. Para isso, é preciso votar em Lula.

 

O prejuízo dos gráficos no FGTS não se limita à redução de 8% para 2% mensal. O governo também quer cortar pela metade a multa quando o patrão decide demitir o trabalhador. A proposta quer reduzir de 40% para 20%. E usa, outra vez, o argumento falso de que essa medida vai gerar empregos – situação que só vem reduzindo desde a reforma trabalhista ainda com Temer.

 

Além da perda de 50% no valor da multa, essa medida favorece, na verdade, mais demissões, uma vez que os patrões não se sentirão tão onerados para as rescisórias dos contratos de trabalho. Não pensarão duas vezes. Será um incentivo às demissões e, no melhor da hipótese, elevar o processo da rotatividade – demitir quem recebe salário maior para contratarem com menor renda.

 

“A redução de direitos e de renda não gera empregos, mas só miséria. É só lembrar dos gráficos do Jornal do Commercio no ano passado, após aceitarem um reajuste salarial menor que a inflação, com a promessa da garantia dos postos de trabalho, foram todos demitidos e a gráfica fechada. O único caminho para a classe trabalhadora sempre foi e será a unidade e a luta”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. O Sindgraf garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE 

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