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Em 25 de junho de 2018 - às 7:44

Gráficas rápidas e digitais passam a cumprir a convenção coletiva

Gráficas Argentina e GSB reconhecem que são gráficas diante da força tarefa formada pelos sindicatos dos profissionais e do patrões da classe. Hoje, mais seis gráficas do tipo, terão a mesma oportunidade sem ônus

Nesta segunda-feira (25), poucos dias após gráficas rápidas e digitais de Pernambuco começarem a reconhecer no Ministério do Trabalho seus deveres sobre os devidos direitos e salários dos seus funcionários como gráficos, mais seis empresas do segmento terão a chance de seguir o mesmo caminho sem a necessidade de fiscalizações do órgão púbico. A força tarefa para moralizar esta atividade econômica do setor gráfico e o cumprimento dos direitos trabalhistas foi montada pelos sindicatos dos profissionais (Sindgraf-PE) e dos empresários (Sindusgraf) da categoria. A iniciativa das entidades visa evitar a precarização da atividade gráfica no estado, sendo as gráficas rápidas e digitais segmentos importantes.

 

“As empresas citadas que não vierem hoje à reunião no Ministério, com os sindicatos patronal e obreiro, serão fiscalizadas pelo órgão público”, adianta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. Foram convocadas as gráficas Grafshop, Varadouro, Wangraf, Souza, Boa Impressão e Grafficom. Todas estas empresas terão as mesmas oportunidades de se adequarem sem qualquer sanção administrativa e financeira como aconteceu, na última semana, com a Gráfica Argentina e a Gráfica São Bento (GSB), em Olinda em São Bento e Rio Doce respectivamente.

 

Todas as gráficas rápidas e digitais são atividades econômicas do setor gráfico, devidamente reguladas pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas, sendo, portanto, obrigatório o cumprimento de regras postas pelo setor gráfico. Assim, a fim de fortalecer a organização deste segmento gráfico, tanto na área empresarial, como também na proteção trabalhista, o Sindgraf e o Sindusgraf estão dando a oportunidade para todas essas empresas se regularizarem, via o Ministério do Trabalho, sem custos, sem cobranças de velhos passivos ou problemas futuras com autuações e ajuizamento.

 

Foi o que ocorreu na última semana com as gráficas Argentina e GSB. Elas foram as primeiras convocadas pela força tarefa do Sindgraf e do Sindusgraf para a reunião na Superintendência Regional do Trabalho. Na ocasião, o Sindusgraf migrou as empresas para o devido registro da representação patronal, sendo agora protegidos e assessorados pelo Sindicato das Indústrias Gráficas de Pernambuco. Com isso, evitarão o risco de passivos trabalhistas anteriores frente à negação da convenção. “Contudo, depois de devidamente reconhecerem o justo enquadramento sindical como gráficas, evitando grandes problemas, elas já passaram a seguir as cláusulas da convenção do setor gráfico”, destacou Iraquitan.

 

Neste sentido, a partir deste mês de junho, a Argentina e GSB passarão a cumprir o piso salário e os demais direitos coletivos dos trabalhadores gráficos. E, por esta razão, nesta quinta-feira (28), a GSB estará indo ao Sindgraf para homologar a rescisão contratual de um ex-funcionário, o qual inclusive estava sem o devido registro na sua carteira do trabalho. Contudo, ficou acertado que a GSB assinaria e com a justa atualização salarial e qualificação profissional do gráfico. A empresa também pagará mais um salário ao referido trabalhador de acordo com a CLT por ter ultrapassado o tempo máximo para a quitação das verbas rescisórios.

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