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Em 4 de novembro de 2020 - às 7:33

Gráficas se solidarizam com gráficos, enquanto JCPM aperta mais

Ao invés de seguir o exemplo dos donos das gráficas convencionais de micro a grande porte ao reajustar o salário dos trabalhadores acima da inflação para restaurar parte do poder de compra afetado na pandemia, o sindicato dos donos dos jornais, em especial o de João Carlos Paes Mendonça (JCPM), aperta mais ao apostar no impasse para aplicar mais perdas

A pandemia afetou empresas e trabalhadores. A gestão empresarial teve que se virar para equilibrar os negócios. Muitas vezes às custas da renda do empregado com a redução de 25% a 70%. O setor de Comunicação, como a indústria gráfica e jornais, vem aplicando isto há meses. No jornal de João Carlos Paes Mendonça (JCPM), por exemplo, já economizaram duas folhas salariais do gráfico. A única diferença entre jornais e gráficas convencionais, é que os donos dessas gráficas, mesmo empregando 5 mil em empresas de micro a grande porte em PE, reconheceram o esforço do gráfico que já sofria para compra do alimento. As gráficas reajustaram o salário acima da inflação para recuperar parte do poder de compra. Já os jornais, através do sindicato patronal, geram impasse para reduzir mais

 

Em comunicado do presidente do sindicato patronal das casas de obra, Antônio Carlos Pereira da Silva, ele reconhece as dificuldades deste ano pelas questões sanitárias e sociais. E tantos impactos sobre as empresas: paralisação nas vendas, máquinas paradas, desemprego, redução de estoque, inadimplência em série, uma crise sem precedentes. “Mesmo assim, os empresários se solidarizaram com os gráficos, assinando um acordo com o índice de reajuste superior à inflação”, disse o empresário.

 

O acordo citado pelo presidente do patronal das gráficas convencionais é o mesmo que sindicato patronal dos jornais vem negado mesmo após a data-base dos gráficos. Um aumento de 4% a partir de 1º de outubro. “O que representa 4% em comparação a uma redução de 25% por diversos meses? Para os jornais, 4% pode ser pouco, mas para o trabalhador têm feito muito diferença”, indagou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE ao questionar este impasse do patronal dos jornais em negar até isso.

 

Pior, na última semana, durante mais uma tentativa de solução, o patronal dos jornais apostou no impasse para reduzir mais 17% da renda da classe ao insistir no congelamento salarial em 2020 e no 13º salário. “Esperava que houvesse sensibilidade. O gráfico, mesmo com toda redução, aceitou até tal reajuste em janeiro, com o respectivo pagamento da diferença, mas nem isso. O jornal de JCPM, por exemplo, só fala de seus prejuízos e não olham seus empregados, como fizeram as gráficas em PE”, diz Iraquitan.

 

Em 31 anos que Iraquitan está no Sindgraf-PE, ele revela que nunca havia visto isso. No entanto, o sindicalista conta que também não via tamanha consciência política dos trabalhadores gráficos do jornal, especificamente do Jornal do Commercio. “Espero que o patronal dos jornais tenha alguma sensibilidade. Espero que isso mude”, diz Iraquitan. O patronal dos jornais ficou inclusive de reanalisar a situação e dar uma posição nesta semana.

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