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Em 4 de agosto de 2022 - às 15:40

Gráficas voltam a registrar acidentes e as vítimas ficam mais vulneráveis se não denunciarem ao Sindgraf-PE

Mais de 1,5 mil pessoas sofreram acidentes de trabalho por dia no ano passado no Brasil, levando à morte diária de 7 trabalhadores por causa da negligência dos patrões em ações de saúde e segurança. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, mantido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Não à toa, nas gráficas pernambucanas, o Sindgraf-PE voltou a receber notícias sobre a ocorrência desses acidentes. Além de possíveis sequelas sobre as vítimas, a entidade alerta para os riscos nos direitos e no emprego dos acidentados pelo fato de não avisarem ao Sindicato para tomar todas as providências urgentes e necessárias. O Sindgraf-PE garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE

“Os dados do MPT demonstram que os acidentes em máquinas e em outros tipos de equipamentos lideram as causas dos acidentes. Máquinas são o que não faltam dentro das gráficas, podendo mutilar e/ou lesionar as partes do corpo de forma temporária ou permanente. O uso de máquinas sem treinamento, o uso de mão de obra clandestina, a jornada excessiva e outros motivos são algumas das diversas problemáticas que elevaram os acidentes de trabalho em 30% em 2021”, destaca Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

De forma oficial, foram comunicados 571,8 mil acidentes e 2.487 óbitos associados ao trabalho no Brasil em 2021. O MPT, por sua vez, acredita que seja 20% superior essa triste estatística, causada pela assassina sanha das empresas por querer mais às custas da saúde/segurança do trabalhador.

 

O Sindgraf alerta os acidentados em gráficas e familiares para avisarem logo ao sindicato quando acontecer o problema para evitar a perda de direitos e até do emprego, mesmo ficando com sequelas. Isso só não ocorre se o trabalhador tiver em sua posse a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) – um documento para fins previdenciário que o Sindgraf-PE pode emitir se a empresa se negar a entregar para o gráfico vítima do acidente laboral ou mesmo de doença ocupacional, ou seja, aquela com nexo causal com a atividade realizada em seu emprego.

 

“No 16° dia de atestado, a empresa encaminha o trabalhador para o INSS, mas este terá problemas futuros se não levar a  CAT (nem sempre a gráfica entrega, sobretudo quando o acidente é por causa de más condições de trabalho e outras falhas). Sem o CAT, o INSS só libera auxílio-doença e não o acidentário. O segundo tipo de auxílio garante que a empresa continue pagando 8% mensal de FGTS e a estabilidade no emprego inclusive após um ano de volta ao trabalho; já o auxílio-doença normal suspende o vínculo empregatício e, com isso, nada de depósito de FGTS. Portanto, em caso de acidente ou doença por causa do trabalho, nos procure e sindicalize. A luta continua”, diz Iraquitan. 

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