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Em 25 de janeiro de 2021 - às 8:59

Gráfico começa ano com greve em defesa da renda e garantia da cesta básica

Nada substitui a consciência de classe e a luta! Depois da IGB/Embrasa enfrentar o movimento paredista dos gráficos na última sexta-feira (22), em protesto ao descumprimento da lei da categoria em PE, em especial pelo não pagamento quinzenal, não foi suficiente a empresa confirmar a distribuição da cesta básica dos empregados na última semana. A empresa precisou reconhecer e reconsiderar a sua falha pela negação do adiantamento quinzenal e ainda terá de tratar de mais problemas com o Sindgraf nesta semana

Nesta semana, poucos dias após a greve de todos os gráficos da produção da IGB/Embrasa na última semana, o novo gerente de produção da empresa e outros gestores terão de se reunir no sindicato da categoria para tratarem de compromissos assumidos durante movimento paredista. A empresa, que a pedido do Sindgraf-PE enfrenta um inquérito civil pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por várias arbitrariedades contra os direitos dos profissionais, havia cometido nova ilegalidade ao descumprir a obrigação convencionada de pagar o adiantamento quinzenal da classe. Porém, diferente das falhas em 2020, dessa vez, a tensão gerada na vida dos gráficos pela falta do pagamento no início deste ano, mesmo diante da pandemia, aguçou a consciência, unidade e mobilização da categoria.

 

“A dor virou consciência e luta. Depois de cortar parte do salário em março de 2020 no início da pandemia, bem como retirar o plano de saúde, alimentação e mais direitos dos gráficos, acuados pela crise do ano passado, razão pela qual enfrenta inquérito civil pelo MPT a nosso pedido, a gráfica apostou em tirar o pagamento quinzenal a partir deste mês, mesmo sendo o direito da Lei do Gráfico (Convenção Coletiva de Trabalho). Mas, dessa vez, enfrentou reação unitária dos gráficos, endossada pelo sindicato. A classe ensaiou uma paralisação na terça-feira. Porém, voltou ao trabalho após a nova gerência da empresa se comprometer em dar uma resposta antes da sexta-feira (22). Como isso não ocorreu, a classe parou por mais de três horas até a empresa reconhecer a falha, liberar o dia de trabalho e assumir adequações”, explica Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf

 

A gota d’água dos gráficos se deu após a empresa decidir não mais pagar o adiantamento quinzenal a partir deste mês, mesmo sendo uma cláusula da convenção. “Sabemos da dificuldade da IGB. Está até em recuperação judicial. Mas isso não lhe dar o direito de atropelar o direito da categoria. Não vamos admitir e os trabalhadores deram uma demonstração de que não aceitarão isso. Portanto, espero que a gráfica pensa melhor antes de tomar qualquer atitude sem negociar conosco”, esclarece o Sindgraf-PE.

 

Nada substitui a luta. A conjuntura atual mostra isso. O caos só amplia a consciência da classe pelos direitos. Afinal, o que segura o trabalhador é seu salário e a empresa tentou retirar a sua quinzena. Não podia dar certo. Devido a isso, a gráfica teve de abonar o dia de trabalho no dia da greve, ao ser classificada pela mesma como legítima. Comprometer-se, ainda, em não retalhar ninguém que voltará ao serviço hoje. Conceder férias de quem tem direito. Já havia garantido a cesta básica na última quarta. E terá também de revolver outras pendências com o Sindgraf nesta semana. O Sindicato garante luta. O gráfico garante o Sindgraf. SINDICALIZE-SE!

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