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Em 4 de agosto de 2022 - às 15:53

Gráfico de PE paga sete vezes mais pela comida e por muito mais que no restante do país, diz IBGE em estudo

Depois do Dieese ter mostrado que a cesta básica no Recife/PE foi a mais cara no Brasil no último mês, com alta de 26,54% no acumulado de 12 meses, agora é a vez do IBGE dizer que na capital pernambucana, com impacto no estado, a prévia da atual carestia somente para julho chegou a quase 7 vezes maior (0,87%) que no conjunto das capitais pesquisas (0,13%). Além da inflação superior com a energia elétrica, roupa e com o combustível, os trabalhadores, como todos da indústria gráfica local, têm pago mais caro pela comida que no restante do país, inclusive no lanche. Isso tudo faltando dois meses para a data-base da categoria e às eleições para presidente, governador e para deputados estaduais e federais.

A situação demanda reflexão e ação mais crítica dos gráficos não só nas compras nos supermercados, mas sobretudo na campanha salarial  e nas eleições daqui a dois meses. A classe ainda não conseguiu mostrar ao sindicato patronal que é urgente a garantia da cesta básica mensal a todos os trabalhadores em todas as empresas do setor em Pernambuco. Sem esse direito alimentício, a renda da categoria sofre ainda mais com a inflação, ficando também vulnerável a segurança alimentar e nutricional dos gráficos, podendo ter impacto na produção e na qualidade produtiva. 

 

“Portanto, para o bem de todos que atuam no ramo, trabalhadores e patrões, é necessário que a cesta básica mensal passe a fazer parte da Lei dos Gráficos (CCT) que será negociada na campanha salarial. Não pode mais se limitar ao reajuste somente do salário muito corroído pela inflação”, defende Iraquitan da Silva,  presidente do Sindgraf-PE. 

 

Em 2021, na campanha salarial, os trabalhadores defenderam a inclusão da cesta básica na CCT. Entretanto, à época, o patronal até entendeu a situação e a justa reivindicação, mas alegou que continuavam enfrentando impactos da pandemia, não sendo possível garantir a comida daquela vez. Todavia, em gráficas onde já havia maior unidade e organização sindical dos trabalhadores, como na Indústria Renda, a cesta foi garantida e reajuste salarial acima da inflação. 

 

Portanto, fica este recado para todos os gráficos sobre como já podem e devem fazer para a superação desse momento difícil com a carestia: não esperem mágica, sejam homens e mulheres conscientes, de atitude, em busca de suas melhorias. Para isso, se juntem todos, sindicalizem, para juntos terem condições de defender e de conquistar a cesta básica dessa vez através da Lei do Gráfico de PE. O Sindgraf-PE garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE 

 

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