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Em 16 de setembro de 2020 - às 8:12

Gráfico defende vale-refeição para reduzir impacto na renda com alta no preço do alimento

Frente à grande alta no preço do arroz, feijão e mais itens da cesta básica, proposta da categoria, aprovada em assembleia no Sindgraf foi entregue ao patronal nesta semana. Alimento é o item que mais impacta no salário

O gasto com a alimentação é normalmente para a classe trabalhadora o produto que mais consome a sua remuneração mensal, a exemplo do que ocorre com o gráfico pernambucano que tem piso salarial de R$ 1.336,34. O impacto fica ainda maior quando a inflação sobre o alimento é ampla, como está ocorrendo. No ano, segundo órgão do Governo Federal (Ipea), o arroz, feijão, leite e ovo já acumulam aumento de 19,2%, 35,9%, 23% e 7,1% respectivamente. Enquanto isso, o salário do gráfico, corroído pela inflação desde o último reajuste em outubro de 2019, perde seu poder de compra ainda mais para poder sobreviver através do emprego e renda. A fim de amenizar esse impacto, os gráficos aprovaram durante assembleia de campanha salarial na última semana, que, além de defender a melhora na remuneração, também será preciso conquistar um direito alimentício.

 

O novo direito reivindicado, que já está sendo analisado pelo patronal, é o vale-refeição diário para os 5 mil gráficos do estado, de modo que possa amenizar os custos inflacionados com a alimentação. “Não por acaso que a nossa campanha salarial deste ano é em defesa da vida, emprego e da renda. E para que isto ocorre realmente é preciso que o suor do trabalho derramado nas gráficas garante ao trabalhador e sua família as condições de alimentação”, destaca Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

O vale-refeição ajudará a reduzir o impacto no salário com a alta inflação no preço da maioria dos produtos para alimentação dos trabalhadores. A cesta básica no Grande Recife já compromete uns 43% do salário mínimo por conta da alta desses produtos para sua sobrevivência. Uma pesquisa recente do Procon na Região Metropolitana mostra uma alta no arroz (61%), feijão (86%), ovo (70%) e charque (73%). A cebola cresceu 402%. Portanto, o vale-refeição é mais que uma reivindicação, mas é necessário e urgente para se recompor uma parte do poder de compra do gráfico.

 

Além da superinflação sobre a alimentação, a remuneração dos gráficos também foi reduzida com a inflação desde o último reajuste há quase um ano, sem falar a queda na renda com a suspensão do trabalho e redução de jornada durante a pandemia. “Por tudo isso, o vale-refeição é crucial, bem como um reajuste salarial capaz de recuperar o poder de compra do trabalhador. É por isso que a categoria pleiteia um reajuste de 6% a partir de 1º de outubro, que é a data-base dos gráficos pernambucanos”, explica  Iraquitan.

[+ Informe Diário]

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