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Em 13 de novembro de 2020 - às 8:20

Gráficos da Cepe receberem dinheiro do plano de cargos e salários

Trabalhadores começam a receber parte da diferença salarial do PCCS. Nesta fase, serão depositados cerca de R$ 667 mil na conta dos gráficos

Nesta semana, após cinco anos de luta sindical na Companhia Editorial de PE (Cepe) em defesa do Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS) dos 100 gráficos, levando o caso ao Ministério Público e Poder Judiciário, que reconheceram essa conquista através da atuação do Sindgraf-PE, os trabalhadores começaram a receber a diferença nos salários retroativo a 2015. Pelos cálculos do perito judicial e que começaram a ser depositados nas contas bancárias dos empregados, serão liberados quase R$ 667 mil. O Sindgraf-PE garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

 

“O dinheiro começou a cair nas contas dos gráficos, não somente aqueles da produção, mas também de todos dos setores administrativos” celebra Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato da categoria em PE (Sindgraf). O perito judicial do caso, por sua vez, baseou-se em dados enviados pela Cepe, cujos estão em desacordo com o PCCS, este ainda não implantado sequer parcialmente pela empresa, apesar da ordem judicial para aplica-lo na totalidade, sob pena de multa diária de R$ 1 mil por gráfico e mais.

 

Dessa forma, os valores da diferença salarial recebidos agora referentes aos cinco anos de PCCS ainda negados não equivalem a tudo aquilo que cada trabalhador merece receber. É por isso que o Sindgraf-PE autorizou a liberação dessa parte na ação judicial que move em defesa da classe, de modo que os trabalhadores já possam receber algo após tanto tempo.  Porém, a entidade segue com essa batalha judicial em busca do restante do direito baseado não só em parte dos critérios do PCCS reconhecidos pelo perito para definir o valor que está sendo pago agora aos gráficos.  

 

O Sindgraf mantém a luta pela garantia das outras regras de melhoria da renda através do que está posto pelo PCCS, a exemplo da escolaridade, qualificação profissional e a progressão por desempenho. Ainda luta na Justiça pela garantia do pagamento de multas em favor dos gráficos, que passou a contar a partir de novembro/2016, como ordenou o juiz do caso.

 

A luta continua também porque não foram levados em conta nos cálculos os devidos reajuste salariais anuais até hoje. E nem as quatro avaliações anuais por desempenho, ainda não feitas a partir da data limite definida para implantação do PCCS (30 de setembro/2015), conforme foi acordada pelo Sindgraf com a Cepe e Secretaria Estadual de Administração, até em reuniões no Ministério Público do Trabalho, reconhecida pela Justiça.   

 

Os cálculos das diferenças salarial ainda precisam ser revistos diante da grande quantidade de inconsistência entre gráficos que possuem a renda e o tempo de serviço iguais “Há diferenças entre iguais em quase todos os setores da Cepe, o que é inadmissível. A lista ainda deixou de incluir um gráfico (Beró)”, fala Iraquitan.

 

Todavia, a justiça começa a ser aplicada de forma concreta a partir desta semana com o início do pagamento de quase R$ 667 mil dos empregados referente a uma parte da diferença salarial nestes cinco anos de luta pela implantação do PCCS. Essa conquista, mesmo que parcial é importante demais e reforça inclusive bandeiras de luta da campanha salarial deste ano de pandemia: vida, emprego e renda. Viva os Gráficos! O Sindgraf garante luta, mas o gráfico precisa garantir o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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