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Em 2 de fevereiro de 2018 - às 8:40

Gráficos do Brasil verificam desemprego maior e trabalho precário crescente

Aos poucos, aliás, hoje mais velozmente, não só porque o ex-presidente Lula foi condenado por juízes sem apresentarem provas, os gráficos e demais profissionais percebem que a expulsão da presidente Dilma do cargo não melhorou suas vidas, ao contrário, o desemprego com Temer continua. Só no último mês, a redução foi de 408 mil postos de trabalho. E pior, os novos empregos gerados, ainda abaixo dos que são cortados, têm trocado os contratos com salários e jornada definidos por trabalhos precários com salários e condições piores aos atuais, como empregos parciais e intermitentes – aqueles que o empregado ganha pelo tempo de serviço, mesmo à disposição do patrão. Isto é o efeito só de parte da lei da reforma trabalhista, aprovada por congressistas aliados de Temer, já que ela também deixa a retirada de direitos dos contratos tradicionais, denunciada à época pela Confederação Nacional dos Gráficos (Conatig) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Pernambuco (Sindgraf-PE).

 

No estado pernambucano, por sua vez, parte dessa atrasada nova lei trabalhista foi barrada, através da vitoriosa luta sindical dos gráficos das casas de obra na recente campanha salarial que exigiu dos patrões a inclusão de cláusulas de barreiras a vários efeitos negativos da referida legislação temerosa. As cláusulas foram introduzidas na nova Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, a qual tem validade até setembro deste ano, quando se inicia uma nova campanha salarial. Iraquitan da Silva, presidente do Sindigraf-PE, aproveita para lembrar os trabalhadores que só pode existir categoria forte quando se vê um sindicato forte através da própria unidade e organização dos trabalhadores. “Desse modo, Sindgraf forte é classe organizada: classe organizada prospera; classe desorganiza, esfacela. Juntem-se a nós e defendam seus direitos. Sindicalize-se AQUI”, convida o sindicalista.

 

“A cada dia fica mais claro para a classe trabalhadora e os mais pobres, até mesmo para aqueles que criticam os governos do PT, mesmo sendo o período de valorização do salário e recorde de empregos e distribuição de renda, que vivemos hoje um golpe das elites econômicas contra nós”, diz Leandro Rodrigues, secretário de Comunicação da Conatig. Aqueles da classe trabalhadora que não percebem a questão, ou não aceitam tal realidade, frisa o dirigente, precisa explicar o porque enquanto o salário mínimo, neste ano, teve o menor reajuste desde a implantação do plano real e ainda o desemprego cresceu mais de 400 mil posto em dezembro, sem falar a redução dos direitos da maioria das categorias profissionais, avançou a quantidade dos bilionários brasileiros correspondente a 13%.

 

Com a aplicação da atrasada lei da reforma trabalhista de Temer e seus deputados federais e senadores aliados, os quais a aprovaram em 2017, o saldo será mais terrível se os trabalhadores não resistirem neste ano. “Não basta reprovar estes políticos nas eleições em 2018, mesmo sendo indispensável, pois até que os novos congressistas cheguem ao poder em 2019, os gráficos precisam reagir a partir de já, o que passa por sua organização em torno do seu sindicato, que também foi atacado por tal lei. Logo, sindicalizem-se”, diz Leonardo Del Roy, presidente da Conatig.

 

Sem sindicalização e luta, a nova lei trará consequências cruéis apenas para a classe trabalhadora. Dentre elas, Del Roy pontua o desemprego, com a diminuição da categoria profissional, a exemplo dos gráficos no Brasil, além da redução de direitos mesmo para quem trabalha, além de uma acentuada baixa da massa salarial e distribuição de renda. “Afinal, não é por acaso que enquanto o país enfrenta a depressão econômica e o déficit de empregos, além de redução de direitos, cresceram o número de bilionários no país. Aumento em 13%. Se liga, galera”, diz Rodrigues.

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