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Em 9 de outubro de 2019 - às 10:09

Gráficos dos jornais querem ganho real e rejeitam domingo de graça

Na Indústria Renda, além de vários direitos renovados, o reajuste salarial ficou acima da inflação

Em uma única semana, dois situações destoam a forma de tratamento do patronal com seus empregados. Enquanto na Indústria Renda os gráficos aprovaram um reajuste superior à inflação e mais a renovação por mais um ano de vários direitos, como plano de saúde, alimentação, partilha de lucro da empresa, jornada de 40 horas semanal, os gráficos dos jornais tiveram de lutar contra a proposta patronal de trabalho ao domingo como dia normal. Na segunda, os gráficos da Renda aprovaram em assembleia o reajuste de 3,8%. Com isso, o menor salário na empresa subiu para R$ 1.413.28. Já ontem, o Sindgraf encarou o sindicato dos jornais e informou que os gráficos rejeitam trabalho no domingo de graça e querem aumento salarial acima da inflação, além da manutenção de todos os seus direitos.

 

“Os gráficos do JC, Folha e Diário não aceitam falar mais nessa proposta indecente de trabalho em domingo sem o pagamento da hora-extra com base na LEI DO GRÁFICO (Convenção Coletiva de Trabalho da classe). O esforço pelo serviço neste dia, longe da família, da igreja, do futebol, do lazer em geral, deve ser recompensado com o pagamento dobrado de 100% de hora-extra. Os trabalhadores gostariam era da inclusão do plano de saúde e do vale-alimentação na convenção, assim como já é no acordo dos gráficos da Renda, garantindo o benefício enquanto direito coletivo”, disse Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf, na reunião com o patronal

 

Apesar da crise econômica geral no País, com consequências ainda mais danosas sobre a classe trabalhadora, os gráficos dos jornais até retiram seus pleitos de inclusão do plano de saúde e vale-alimentação na LEI DO GRÁFICO, desde que sejam mantidos todos os direitos convencionados já existentes e que o reajuste salarial seja superior a inflação dos últimos 12 meses. O governo federal deve anunciar hoje a inflação do último mês, que servirá de base de cálculo na negociação. O patronal deve dar a sua posição final na próxima semana, conforme ficou acertado na 2ª rodada de ontem (8).

 

Os empregados das gráficas convencionais também reivindicam aumento salarial superior à inflação anual. O patronal do segmento já sinalizou que aguarda só a liberação da referida inflação de setembro (INPC) por parte do governo federal para tratar do assunto na 1ª mesa de negociação com o Sindgraf. Os trabalhadores também reivindicam plano de saúde e vale-alimentação, direitos ainda não inseridos na respectiva LEI DO GRAFICO.

 

Já há gráficas que garantem esses direitos de forma independente, mas não por força da convenção. A intenção é padronizar para toda categoria. O plano de cargos, salários e função é outra reivindicação para padronizar a situação dentro das gráficas, de modo a valorizar o trabalhador e evitar a concorrência desleal entre as empresas do setor. “A nossa campanha salarial visa, portanto, a valorização do gráfico e do próprio setor gráfico”, diz Iraquitan. A 1º rodada de negociação deve ocorrer nos próximos dias.

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