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Em 28 de outubro de 2019 - às 8:53

Gráficos reagem com melhor campanha salarial da classe no Brasil

Em auditório lotado outra vez, trabalhadores das gráficas convencionais garantiram quase 1% de ganho real e a renovação da Lei dos Gráficos com cláusulas que limitem maior parte dos efeitos da reforma trabalhista

Em um cenário de crise econômica, como vive o Brasil, amplificado pelo caos da política neoliberal onde o atual governante se aproveita para defender o emprego sem direitos, a classe trabalhadora e o movimento sindical têm sido provocados a reagir todo momento. Apenas a unidade e a participação dos trabalhadores podem enfrentar a situação a fim de evitar os prejuízos. A maioria das categorias, a exemplo dos gráficos em todo o Brasil, vem lutando para manter seus direitos superiores à CLT e ainda recuperar as perdas salariais diante da inflação. A situação não é diferente em Pernambuco. No entanto, a característica de luta unificada dos gráficos de PE, liderada pelo Sindgraf, foi além disso. E acabam de conquistar o maior reajuste salarial da classe acima da inflação no País.

 

Na quinta-feira (24), em um auditório lotado pela 2º vez nesta campanha salarial, os empregados das gráficas convencionais não aceitaram um reajuste menor ou igual à inflação anual, como na maioria dos estados do Brasil. “Não há um bom comandante sem tropa. Vocês são a minha tropa. E enquanto estiverem ao lado do sindicato, defenderemos nosso valor junto ao patronal. Se existe crise para o patrão, ela é pior para os gráficos. Portanto, merecemos direitos e salários justos”, frisou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. Essa foi a posição do sindicalista posta antes para o sindicato dos patrões quando responderam a reivindicação.

 

A correlação de força dos trabalhadores surtiu efeito. Sob a liderança do Sindgraf-PE, arrancaram um reajuste salarial acima da inflação. “Não foi arredondamento, garantimos para todos da categoria um ganho real de quase 1% acima das perdas no período de outubro/18 a setembro/19”, frisa Iraquitan da Silva, presidente da entidade representativa da classe.  O reajuste foi de 3,5% (maior ganho real de gráficos no País).

 

Além do maior reajuste acima da inflação anual, o Sindgraf, respaldado pela unidade da tropa de trabalhadores, conseguiu ainda a manutenção integral da LEI DOS GRÁFICOS – conjunto de 64 direitos específicos da categoria e superiores à CLT. Dentre esses direitos coletivos, existem ainda todos aqueles que foram inseridos e mantidos desde 2017 para evitarem os efeitos negativos da lei da reforma trabalhista de Temer.

 

“É por conta da nossa lei que, por exemplo, não há banco de horas nas empresas, mas a obrigatoriedade do pagamento da hora-extra a todos (65% em dias de semana e 100% em domingo e feriados); que a jornada de trabalho dos gráficos não pode ser mudada sem o aval do Sindgraf; que a rescisão contratual tem de ser avaliada pelo sindicato para evitar que o direito dos gráficos seja retirado e muito mais”, destaca Iraquitan.

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