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Em 4 de agosto de 2022 - às 15:14

Gráficos têm de trabalhar mais para comprarem a mesma cesta básica

A carestia no preço da alimentação em um ano já impacta até no tempo maior de trabalho dos gráficos para poderem comprar uma cesta básica. Em pesquisa atual do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os mesmos produtos da cesta básica aumentou em quase 10 horas. Dessa forma, o Sindgraf-PE constata que agora mais da metade do trabalho mensal está sendo usado para poder comprar somente os alimentos essenciais para sobreviver. Basta. Eleição vem aí

O cálculo está baseado no estudo do Dieese onde verificou que das 220 horas semanais de trabalho de quem ganha um salário mínimo, a jornada necessária para se comprar a cesta básica no Recife ficou em 121 horas e 26 minutos no mês passado. A quantidade de horas ficou quase 10 horas superior a junho de 2021. No período era necessário 111 horas e 30 minutos. “Isso mostra que nem mesmo a recuperação salarial de um ano para o outro está sendo mais capaz de comprar as mesmas coisas devido a carestia, reduzindo o poder de compra do trabalhador por conta do desgoverno”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

Os gráficos pernambucanos sofrem proporcionalmente do mesmo mal, mesmo não recebendo somente um salário mínimo nacional (R$ 1.212) devido a luta sindical da classe em outubro de 2021 que garantiu na Lei da Categoria o reajuste salarial de 10,78%, tendo o piso de ingresso no setor de R$ 1.539,61. Sofrem porque têm de trabalhar por mais tempo para comprarem a respectiva comida em decorrência desse descontrole da inflação, ainda maior sobre os 40 principais produtos básicos para sobreviver. Voto tem consequência. 

 

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação apontou o abismo entre a inflação oficial e a variação que os consumidores encontram nos 40 produtos mais comprados pelos trabalhadores no comércio no período de março de 2020 até maio deste ano. A inflação oficial no período foi de 19,9%, já os 40 produtos tiveram uma alta bem maior: 57,5%. Portanto, quase três vezes maior que a alta inflação oficial do Governo. Logo, o poder de compra dos trabalhadores está encurtando a cada dia enquanto dura o desgoverno de Bolsonaro, mesmo com a recuperação salarial. BRASIL URGENTE, LULA PRESIDENTE!!!

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