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Em 25 de novembro de 2016 - às 9:33

Greve em dois jornais no 1º dia da reação dos gráficos por salário

greveSem reajuste há 25 meses, gráficos da Folha e do Diário cruzaram os braços nesta quinta-feira (24). Os parques gráficos ficarão parados enquanto os donos dos jornais não garantirem a recuperação salarial da categoria. As perdas acumuladas com a inflação deste período já chega perto de 20%. Igual cenário vive os jornalistas, levando estes profissionais do Diário a deflagraram uma paralisação ontem durante uma assembleia. O saldo do primeiro dia do movimento paredista é que a Folha deixou de circular nesta sexta-feira (25) e o Diário só circulou reduzidamente, pois rodou em outro local, que o sindicato já descobriu onde foi. Ao invés de pagar a justa recomposição salarial dos funcionários, evitando a greve, o Sindgraf-PE repudia as estratégias adotadas hoje por estes jornais ao publicar editorial/nota ao público-leitor com informações que faltam com a verdade. Os gráficos voltarão a se reunir em assembleia nesta sexta-feira (25), às 12h, no Sindgraf-PE, para avaliar o rumo da greve. Os jornalistas também se reúnem hoje para avaliarem a continuação da paralisação no DiárioPE.

 

“Nos poucos jornais do DiárioPE que circularam hoje, a empresa decidiu fazer um editorial para seu público-leitor. Nele, fala de compromisso ao leitor, mas esquece o compromisso com seu trabalhador que produz o jornal. Além disso, falta com a verdade ao dizer que a paralisação dos trabalhadores foi feita de improviso. O jornal está notificado de greve desde o último dia 10, portanto, há 14 dias”, conta Iraquitan da Silva. O jornal ainda fala em ‘piquenique’ no seu editorial. Mas, tal analogia para explicar sua dedicação com o leitor expõe um problema moral, pois falar em piquenique lembra comida, cuja os gráficos sofrem para comprar já que o salário está encolhendo há 25 meses por intransigência patronal.

 

A FolhaPE, por sua vez, em sua nota hoje pela plataforma digital, já que não circulou nenhum exemplar, diz que teve pouca tiragem por conta da greve dos gráficos devido ao arquivamento, pelo Tribunal Superior do Trabalho, do dissídio coletivo da categoria. “Esta é outra informação que falta com a verdade”, conta Iraquitan, afirmando que, primeiro, não teve jornal na rua, portanto, não teve circulação reduzida; segundo, a greve é porque os gráficos estão há 25 meses sem reajuste salarial. O dirigente é categórico ao lembrar aos jornais e aos seus intermediarias que, durante os últimos dois anos nas mesas de negociação salarial, as últimas inclusive acompanhadas pelo Ministério do Trabalho, falava que quem paga para ver, um dia ver a força que os empregados têm quando unificados contra a opressão.

 

Iraquitan conta que evitou a greve por todo esse tempo na esperança de que os jornais iriam, ao menos, garantir a justa recuperação salarial, mas, infelizmente a categoria não obteve êxito, por isso está em greve. “Hoje a luta continua. Estaremos reunidos em assembleia no Sindgraf, às 12h, para avaliar o novo rumo de nosso movimento obreiro por nosso justo salário, o direito de ser valorizado profissionalmente e ainda pelo direito de se alimentar, e quem sabe, fazer até ‘piquenique’, se assim desejarmos”, fala. Só tem força, aquele que mostra a força que tem. 

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