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Em 14 de outubro de 2019 - às 8:39

IBG/Embrasa abandona todos gráficos demitidos após acordos para pagamento

Apesar de serem demitidos sem receberem seus direitos e terem confiado na gráfica de que receberiam em parcelas, dezenas de gráficos acabam de ser abandonados. A advogada indicada pelo RH da empresa disse que não pagará mais nada. Quem procurou o sindicato, por sua vez, já recebeu parte do FGTS e estão no Seguro-Desemprego – diferente dos que derem crédito à IGB/Embrasa

Na última semana, dezenas de gráficos demitidos pela IBG/Embrasa, que não ouviram o sindicato, mas optaram em seguir a orientação da empresa para o recebimento de seus direitos de forma parcelada através de acordo judicial feito pela advogada indicada pela empresa, foram abandonados com uma mão na frente e outra atrás. Nem dinheiro do FGTS e o seguro-desemprego estão recebendo. Foram informados pela advogada de que não receberão mais nada enquanto a empresa não pagar (se pagar) uma dívida administrativa de cerca de R$ 30 milhões. O Sindgraf, por sua vez, se coloca à disposição novamente para ajudar a todos que o procurarem.

 

“Mais de 40 trabalhadores foram demitidos há algumas semanas. Os seis que nos procuraram, já receberam judicialmente a liberação para o saque do dinheiro da conta do FGTS e a autorização para o seguro-desemprego. A multa do FGTS e demais verbas rescisórias estão sendo discutidas na Justiça do Trabalho. Já estão tendo as audiências neste mês. A situação é diferente para quem acreditou na empresa. Mas jamais abandonaremos ninguém. Jamais deixaremos de proteger nossos trabalhadores. Estamos à ordem. Nos procurem”, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf.

 

Diferente do acolhimento do sindicato, a empresa, através da advogada indicada pela IGB/Embrasa para fazer acordos judiciais de parcelamento da dívida trabalhista com os gráficos, abandonou todos, mesmo garantido o contrário. Em um comunicado a esses trabalhadores na última semana, informou que a gráfica não vai pagar os acordos mesmo já homologados na Justiça. O motivo é uma dívida de R$ 30 milhões que a empresa já tem e buscou a proteção judicial para não pagar a ninguém enquanto estiver em recuperação judicial. Mas o que o gráfico que já trabalhou e tem seus direitos certos tem a ver com uma dívida da empresa?”, criticou Iraquitan.

 

Não é só isso. A advogada indicada pela empresa para tais acordos com os gráficos demitidos disse ainda que os acordos ainda não homologados judicialmente, provavelmente não serão mais por conta do então processo de recuperação da empresa. E no caso daqueles que ainda não entraram com tais acordos, a advogado adianta que não terá mais como realizados.  “Portanto, foram abandonados justamente pela gráfica na qual confiaram, mesmo depois de demitidos sem receberem nenhum dos direitos. Apesar disso, estamos à disposição. Nosso jurídico está à ordem”, fala Iraquitan.

 

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