(81) 3222.5390
Em 13 de setembro de 2021 - às 9:50

Gráficos já precisam trabalhar quase duas semanas por mês apenas para pagar comida

A pandemia não foi culpa de Bolsonaro, mas retardar a vacinação e outros males sobre a vida do trabalhador sim, inclusive descontrole da economia com desemprego e alta inflação. O Dieese aponta que a cesta básica tem corroído grande parte do salário. Em agosto, a maioria dos gráficos de PE precisou trabalhar quase duas semanas (62 horas) só para comprar comida

Um novo levantamento do preço da cesta básica de alimentos essenciais foi divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta semana. O estudo mostra o forte impacto da alta inflação sobre o preço da comida no salário dos trabalhadores no Brasil. Na capital pernambucana, por exemplo, o valor médio da cesta já chega a R$ 491,46. Se comparado este valor ao piso salarial de ingresso da classe gráfica (R$ 1.389,79), os trabalhadores gastam 35% da renda só com alimentação básica. O assunto foi a pauta principal da reunião dos trabalhadores gráficos da diretoria do Sindgraf-PE nesta quinta-feira (9).

 

“O impacto da alta inflação na pandemia pelo desgoverno de Bolsonaro é significativo na vida da classe trabalhadora”, contatou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. Para se der noção do que isso já representa, se comparar toda a quantidade de horas para se ganhar o salário mensal, quase a metade do tempo de trabalho em todo o mês já tem sido usado somente para comprar os alimentos essenciais contidos na cesta básica.

 

O gráfico que recebe piso salarial de R$ 1.389,79 já gasta 35% disso para comprar comida, o que representa cerca de 62 horas de trabalho no mês. Portanto, são quase duas semanas (88 horas) de labuta dentro da gráfica. O impacto da alta inflação também é altíssimo sobre quem recebe o piso salarial maior da categoria (R$ 2.261,87 – impressores offset de quatro ou mais cores). Estes trabalhadores gastam em torno de 22% na cesta.

 

“Não por acaso há anos temos defendido a cesta básica como um direito a ser incluído na Lei do Gráfico (CCT). Em tempos de alta inflação, como este ano que está em 10,45%, fica evidente a importância dessa conquista. Ao invés de usar parte do salário para compra de comida, pode usar com outra coisa importante. De todo modo, a situação mostra para todo gráfico a importância do sindicato na defesa do salário da categoria. A entidade tem mantido o piso muito superior ao salário mínimo nacional. Por isso, na campanha salarial, a nossa prioridade precisa ser a recuperação salarial dos trabalhadores e a comida no prato da família dos gráficos”, conta Iraquitan. O Sindgraf garante luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

 

[+ Informe Diário]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Responda: *