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Em 12 de julho de 2021 - às 9:33

Alta inflação impõe queda de quatro anos no poder de compra dos gráficos

"A alta inflação do desgoverno Bolsonaro na pandemia fez com que o impressor mesmo com o piso de R$ 2.261,87, tenha um poder de compra de apenas R$ 2.053,32. O impacto disso para a sobrevivência do gráfico que recebe o piso de ingresso (R$ 1.389,79) nas empresas do setor é ainda mais danoso, uma vez que seu poder aquisitivo já era menor. A alta inflação de 9,22% significa dizer que seu poder de compra caiu para R$ 1.261,65. Esse valor corresponde ao poder de compra do gráfico há quatro anos", diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

A Região Metropolitana do Recife (RMR), localidade onde se encontra mais de 90% do segmento gráfico de Pernambuco, teve a maior inflação do Brasil no mês passado, conforme pesquisa do IBGE. O órgão também identificou que esse elevado reajuste de produtos básicos para sobreviver na RMR tem estado acima da média nacional nos últimos 12 meses, mesmo com o Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC) do período já tendo chegado a 9,22%. O impacto disso na renda do gráfico é significativo. Isso quer dizer que o salário desse profissional perdeu esse mesmo percentual no poder de compra de alimentos e nas contas em geral. No caso do impressor que ganha o piso de R$ 2.261,87, mesmo recebendo este mesmo valor desde outubro de 2020, o poder de compra caiu R$ 208,54, deixando-o com o mesmo poder aquisitivo de 2018, visto que o piso desses trabalhadores já era de R$ 2.101.34 naquele ano.  

 

“A alta inflação do desgoverno Bolsonaro na pandemia fez com que o impressor mesmo com o piso de R$ 2.261,87, tenha um poder de compra de apenas R$ 2.053,32. O impacto disso para a sobrevivência do gráfico que recebe o piso de ingresso (R$ 1.389,79) nas empresas do setor é ainda mais danoso, uma vez que seu poder aquisitivo já era menor. A alta inflação de 9,22% significa dizer que seu poder de compra caiu para R$ 1.261,65. Esse valor corresponde ao poder de compra do gráfico há quatro anos”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. 

 

Apesar do patamar elevado da inflação, nada indica que isso pare de crescer nos próximos meses. Logo, daqui até 1° de outubro, que é a data-base dos gráficos da RMR e todos do estado, a corrosão do salário crescerá mais. Portanto, o Sindgraf-PE já começa a ser preparar internamente para reunir e organizar a categoria em defesa da recuperação do poder de compra. 

 

“Os trabalhadores precisam ter noção do que está acontecendo com a sua renda por conta dessa alta inflação diante do desgoverno Bolsonaro, para assim melhor compreender a importância da sua participação na campanha salarial que estamos para começar, mesmo com a pandemia e os problemas na economia em geral”, alerta Iraquitan.

 

 O Sindgraf-PE vai esperar o resultado da inflação acumulada no próximo mês para convocar todos os trabalhadores gráficos interessados em defender a recuperação da sua renda e poder de compra. A previsão inicial é de que em setembro os gráficos já devam ser convocados para, em assembleia, decidirem a pauta de reivindicação que será enviada ao sindicato dos patrões. O Sindgraf-PE garante luta pela vida, emprego e renda da classe. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

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