(81) 3222.5390 - 3221.3099
Em 25 de maio de 2018 - às 8:24

INSS reduz prorrogação do auxílio-doença dos gráficos e de todos

Em dois anos no governo, depois da expulsão de Dilma da Presidência, Temer e seus políticos aliados do PSDB e DEM aumentaram a gasolina 112 vezes, gerando o caos atual. Além da crise do combustível, outras mais avançam, como a fome, o trabalho escravo e o fim dos direitos dos trabalhadores. Está em risco até auxílio-doença, que era garantido para quem adoeceu ou que sofreu um acidente. Pela nova regra, o gráfico ou demais categorias só podem prorrogar este auxílio por até três vezes, mesmo que não se considerem apitos para voltarem ao trabalho. Antes, corretamente, não havia limite para a quantia de pedido de prorrogação.

 

“É um absurdo o que o golpe à Democracia, liderado por Temer e seus políticos aliados, bancados pelo capital internacional e empresários de dentro do país, está fazendo contra os pobres e a classe trabalhadora”, repudia Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato dos Gráficos de PE (Sindgraf-PE). Os trabalhadores têm um papel crucial para a mudança disso. O dirigente alerta que apoiar a greve dos caminhoneiros contra a alta do diesel é bom, mas é pouco. É preciso lutar também para baixar a gasolina, que passa pela luta contra entrega do pré-sal aos estrangeiros. É preciso lutar sobretudo pelo retorno dos direitos sociais e trabalhistas. Para isso, é preciso votar em outubro só em políticos contra Temer e os seus aliados que apoiaram todo esse golpe para a retirada de direitos.

 

O auxílio-doença, por exemplo, é apenas um dos direitos prejudicados, mas ele é fundamental para quem não pode voltar ao trabalho enquanto não estiver recuperado do acidente laboral ou doença comum. Porém,  pela nova regra do INSS, que foi publicada no ano passado, o gráfico e demais trabalhadores, ao completar o terceiro pedido de prorrogação, terão obrigatoriamente que passar por uma perícia médica conclusiva. Assim, o perito poderá encerrar o benefício, coisa que não ocorria antes. Com isso, mesmo que limitado, o gráfico terá de fazer um novo pedido do auxílio, sendo obrigado a voltar ao serviço ou se demitir, enquanto o aguarda a resposta do INSS.

 

A nova regra do INSS também permite absurdamente que os gráficos e demais categorias profissionais voltem ao serviço sem avaliação médica  do órgão público. “Basta que o trabalhador, mesmo sem ser médico, se considere apto, correndo grande risco de piorar e adoecer ainda mais. E até sofrer a pressão do patrão para trabalhar doente”, critica Iraquitan. Pela nova decisão, basta o trabalhador formalizar o seu pedido de volta ao trabalho, sem perícia, através de uma carta em um posto do INSS. E caso seja necessário prorrogar o auxílio, dentre de até os três pedidos, ainda assim, será necessário, obrigatoriamente, solicitar 15 dias antes do fim do pagamento deste auxílio por questão de doença ou acidente.

[+ Informe Diário]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Responda: *