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Em 5 de abril de 2021 - às 9:29

Investigada por procurador, terá de provar amanhã cumprimento da lei trabalhista

A empresa responde a um Inquérito Civil no MPT a pedido do Sindgraf-PE. Embora esteja em recuperação judicial desde 2019, logo a crise não tem relação com a pandemia que começou ano passado, a IGB/Embrasa não pode atropelar a Legislação Trabalhista (CCT) e a Lei do Gráfico (CCT). Assim, até amanhã, terá de mostrar à Procuradoria Federal do Trabalho os documentos de todo mundo que demitiu, bem como os comprovantes de pagamento. Ainda terá de se explicar ao procurador Ulisses Carvalho sobre o ataque à lei do gráfico ao retirar plano de saúde e outros direitos. O sindicato garante luta. O gráfico garante o Sindgraf. SINDICALIZE-SE!

Nesta terça-feira (6), após um ano de luta sindical contra os absurdos da IGB/Embrasa aos direitos coletivos dos gráficos durante a pandemia, a gráfica terá de apresentar algo mais do que sua crise como justificativa para continuar atropelando a CLT e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe. O procurador federal responsável pelo Inquérito Civil do MPT contra a empresa convocou um representante da gráfica para apresentar os documentos e as regularizações necessárias durante a audiência.

 

Dezenas de gráficos foram demitidos em massa nesta pandemia. E, além de perderem o emprego, também não estão recebendo os seus direitos. Não por acaso, o MPT fez um levantamento de mais de 140 ações em curso na Justiça do Trabalho. “O procurador também requereu da IGB/Embrasa a apresentação de todos os Termos de Rescisões de Contrato de Trabalho e os documentos comprobatórios de pagamento, devendo ser entregues até antes da audiência”, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf.

 

Em relação aos gráficos que ainda continuam empregados, têm sofrido uma série de abusos com a retirada do plano de saúde, da refeição e etc. Neste primeiro ano de pandemia, outras várias queixas e irregularidades também aconteceram, inclusive o não pagamento salarial completo como define a Lei do Gráfico. Este e outros assuntos voltaram a ser levados até para a Superintendência Federal do Trabalho, do Ministério da Economia. A empresa foi questionada inclusive pela retirada do almoço dos gráficos. E outra rodada de diálogo sobre tais temas acontecerá no próximo dia 16.

 

“Baseado inclusive em decisões judiciais ano passado onde a gráfica foi condenada, tendo de reimplantar plano de saúde e reintegrar gráfico demitido, volto a dizer que recuperação judicial não libera que a empresa aja fora da lei, fora da legislação trabalhista, tampouco fora da Lei do Gráfico, esta construída pelo sindicato com a força dos trabalhadores a cada ano na campanha salarial. Contamos com o MPT para que zele conosco por tais garantias legais e constitucionais. O Sindgraf garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE”, finaliza Iraquitan.   

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