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Em 10 de outubro de 2018 - às 8:01

JC, Diário e Folha defenderão hoje proposta para escravização do gráfico

Sem vergonha ou temor, JCPM, Monteiro e Rands já oficializaram tal proposta

Nesta quarta-feira (10), às 10h, João Carlos Paes Mendonça, Eduardo Monteiro e Alexandre Rands, donos dos jornais JC, FolhaPE e DiárioPE respectivamente, darão continuidade aos seus planos de extinguirem com direitos de seus empregados gráficos. Mesmo ambos sendo empresários bem-sucedidos em setores diversos com a expansão nos negócios, seja em shoppings, usinas…, decidiram que enviarão hoje seus intermediários para a 2ª rodada de negociação com o Sindicato da classe (Sindgraf-PE). O objetivo é liquidar com o funcionário que trabalha de domingo a domingo na impressão desses jornais de grande prestígio político e socioeconômico. E sem qualquer piedade e temor, botaram tudo no papel e enviaram ao sindicato. Querem banco de horas e ainda só pagar a metade das perdas salariais dos trabalhadores

 

A lista patronal, batizada pelo Sindgraf de ‘faca no pescoço do gráfico’ porque ameaça o fim de todos os direitos em 20 dias se não aceitaram o banco de horas, o fim da homologação da rescisão contratual no sindicato e pagarem só a metade das perdas salariais, é extensa e em nada considerou a reivindicação da classe. “Repudio essa postura que em nada parece com a de um empresariado moderno, mas ao contrário, de ultrapassados aonde os empregados trabalhavam só pela comida. É o que representa impor o banco de horas e retirar o pagamento da hora-extra do gráfico que labora de domingo a domingo, longe da família, para ter mais que a comida”, critica Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf.

 

Desde 1995, o Sindgraf-PE junto dos gráficos dos jornais rejeitaram esse banco de horas por entenderem que seria aceitar a própria escravização. “Mas, ainda assim, em pleno 2018, os ideais patronais se mostram iguais, mesmo com os jornais já tido feito, nos últimos anos, todo o enxugamento e reestruturação (redução) de equipes e dos profissionais, com a radical racionalização e a cobrança de produtividade sobre cada trabalhador”, diz Iraquitan. Portanto, não há justiça em por a ‘faca no pescoço do gráfico’ para aceitar pacificamente se tornar um escravo nos tempos modernos.

 

Exigir dos trabalhadores a perda dos seus direitos coletivos e históricos e impor o banco de horas, o fim da homologação da rescisão no sindicato, entre outros vários, e ainda exigir rebaixamento salarial frente à inflação, deveria causar vergonha a qualquer empresário, mesmo o mais arcaico. Contudo, desde já, o Sindgraf-PE lamenta e repudia ver que tal iniciativa partiu de João Carlos Paes Mendonça, Eduardo Monteiro e Alexandre Rands. Iraquitan adianta que, se depender dele, a escravidão jamais será aplicada sobre o gráfico, mas lembra que tudo depende de você, gráfico!

[+ Informe Diário]

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