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Em 29 de novembro de 2017 - às 8:12

Jornais sem pressa para negociar garantia da hora-extra do gráfico

"Nos anos anteriores, a intransigência provocou uma defasagem salarial. Este ano, com a reforma trabalhista em vigor, tal descaso e desrespeito do sindicato patronal que representa o JC, Diário e a Folha pode extinguir os direitos dos gráficos, a exemplo do pagamento da extra e muito mais", alerta os trabalhadores Iraquitan do Sindgraf-PE

Apesar de não ter nada resolvido ainda, mesmo após quase dois meses da data de referência anual para o reajuste salarial do gráfico de jornais e para sobretudo a renovação efetiva dos direitos coletivos da categoria, a entidade (Sejope) que representa o JC, Diário e a Folha não participou ontem da reunião de mediação com o Sindicato da classe (Sindgraf-PE) na  Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no estado. O Sejope se deu ao luxo de acionar o órgão público e empurrar o encontro mais para frente. A nova data da reunião passou para 14 de dezembro. Até lá, a lei da reforma trabalhista em vigor avança com os efeitos contra  a classe trabalhadora, permitindo até o fim do pagamento da hora-extra e etc., sem que nada possa ser feito pelo Sindgraf e pela própria Justiça.

 

A situação é oposta para os milhares de gráficos das casas de obras em PE. A categoria rejeitou a aplicação da reforma trabalhista na campanha salarial deste ano, já concluída e com reajuste salarial de quase o dobro da inflação. A classe se juntou firme ao Sindgraf e estava disposta até a reeditar as cruzadas paredistas nas empresas. Só não ocorreu porque a entidade patronal foi coerente. Ela aceitou renovar a convenção coletiva com as proteções contra a nova lei trabalhista. Com isso, a hora-extra continua sendo paga e a homologação se mantêm no Sindgraf e etc. Já os gráficos dos jornais, enquanto a sua convenção não for renovada de forma parecida, não possuem nenhum direito convencionado garantido.

 

“O descaso da entidade dos jornais é uma postura bastante diferente da praticada pelo sindicato patronal das gráficas este ano e em anteriores”,  diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf, revoltado com a situação, mas que pouco pode fazer enquanto os trabalhadores aceitarem isso. O dirigente conta que, a negociação salarial de 2015 e 2016 ainda não foi concluída e os gráficos estão com os salários defasados desde então. E a negociação salarial de 2017, que tem sua data-base em 1º de outubro, continua em aberto. Ainda assim, o patronal não tem pressa alguma. A vida do gráfico dos jornais, cujo muitos foram demitidos diante da ampla reestruturação dessas empresas, com equipes hoje bem reduzidas, só piorou após a criação do Sejope em 2014. Basta ver QUADRO ABAIXO.

 

ANO REAJUSTE SALARIAL DOS GRÁFICOS INFLAÇÃO ANUAL
GRÁFICAS JORNAIS
2014 8,5% acima da inflação 8% abaixo das gráficas 6,58%
2015 9,90% recompõe 6% abaixo da inflação 9,90%
2016 9,15% recompõe 6% abaixo da inflação 9,15%
2017 3% acima da inflação Indefinida 1,62%

 

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