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Em 3 de julho de 2019 - às 7:34

Jornalistas resistem à precarização do trabalho com redução salarial

Sindgraf-PE parabeniza a luta da classe em Alagoas em greve já há nove dias em defesa da valorização dos profissionais do setor de Comunicação

Neste momento, jornalistas alagoanos fazem vigília no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-AL), local onde daqui a pouco será julgado o dissídio da classe que está em greve há nove dias contra a pressão patronal para redução de 40% dos já baixos salários nas empresas de Comunicação do estado. Apesar de toda a ofensiva empresarial com demissão em massa anteriormente, bem como tentativa, sem êxito, de impedir judicialmente o movimento grevista por meio de liminar, a unidade da categoria contra a redução salarial não temeu e continua na resistência contra precarização do trabalho dos profissionais do setor de Comunicação em Alagoas, que já representa a luta de classe contra opressão maior do poder econômico em todo Brasil sobre o trabalhador, desde o golpe na democracia do país.

 

“Não tem essa de avanço tecnológico, diminuição de postos de trabalho, ampliação do desemprego, sobretudo no setor de Comunicação como um todo, que possam segurar a luta de classe. Tal movimento grevista é uma demonstração de que a luta entre as classes está mais viva do que nunca. E aumenta toda vez que eleva a ganância do setor patronal, como agora ao impor uma redução de 40% do salário dos jornalistas alagoanos”, frisa Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas (Conatig). Ressalta-se que em Alagoas o piso salarial dos jornalistas já representa o teto da maioria. Portanto, os patrões querem escravos e não mais profissionais.

 

O Sindicato dos Gráficos pernambucanos (Sindgraf-PE), que, em 2011, passou por uma situação semelhante ao liderar o movimento paredista da categoria contra precarização do trabalho nos jornais do estado, evitando perdas salariais, coloca-se solidário, apoia e parabeniza todos jornalistas alagoanos pela unidade, participação e mobilização contra a tentativa dos patrões em os transformarem em espécies de escravos. Não à toa que o Ministério Público do Trabalho (MPT) já se colocou favorável a esta greve e contra a redução salarial dos trabalhadores. Não só o MPT, mas o movimento paredista recebe reconhecimento da sociedade. Não só de sindicatos e movimento sociais. Tem apoio até de fora do Brasil, como da jogadora Marta da seleção brasileira de futebol.

 

Apesar disso, mesmo depois de seis rodadas de negociação formais com o setor patronal, este mesmo que abstrai o sentido da existência de haver a campanha salarial, pois como o nome já diz é para a recomposição das perdas inflacionárias da classe trabalhadora, o poder econômico subverte esta ordem para impor a redução de 40% da remuneração dos jornalistas.

 

“Enquanto isso, posterga o reajuste que deveria ter acontecido desde 1º de maio (data-base dos jornalistas alagoanos). E, pior, ainda tenta levar ao Poder Judiciário a absurda tática de rebaixamento salarial da classe, critica Iraquitan, que reforça a solidariedade aos jornalistas, independente do resultado que venha a ocorrer hoje no TRT. A categoria ensina todo o movimento sindical que não é recuando, mas enfrentando os desmandos patronais que evitará a precarização do trabalho do setor de comunicação e demais profissionais do conjunto das atividades econômicos no Brasil.

[+ Informe Diário]

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