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Em 19 de março de 2021 - às 9:32

Maior desafio da nova direção da Conatig será refazer a unidade de luta dos gráficos do Brasil

Em sua avaliação de despedida ontem, durante reunião realizada pela Conatig para definição da eleição da nova direção da entidade nacional dos gráficos pelos próximos quatros anos, período que Iraquitan decidiu não mais se candidatar e deixar a oportunidade para os sindicalistas mais novos, destacou que a materialidade do objetivo central da criação da Conatig foi praticada e verificada através de grande luta da categoria em uma das maiores multinacionais do mundo, travada pelo Sindgraf em PE no ano de 2006. Na ocasião, houve a participação unificada de vários sindicatos dos gráficos do Brasil em torno de uma causa comum, garantida pela liderança da confederação e assim superado os desafios.

Somente devido a materialidade da unidade na luta dos trabalhadores gráficos brasileiros, frisou o sindicalista na despedida, a multinacional Quebecor, gigante global na época, conheceu e passou a reconhecer, até então negados, os direitos   da classe não só em Pernambuco, mas, em seguida, a nível mundial. A partir dessa luta unificada na planta da multinacional em PE, que é um dos principais estados do NE do Brasil, um acordo planetário foi firmado para todos os gráficos da Quebecor na Terra, intermediado pela UNI Global, entidade que a Conatig é afiliada.

 

Iraquitan resgatou esse ponto auge da unidade de luta dos gráficos do Brasil para apontar como, somente assim, pode se encontrar as formas sindicais para enfrentar e superar os desafios da crise da representação política dos trabalhadores gráficos no mundo e nas relações do trabalho perante à radical transformação tecnológica da indústria 4.0, com corte significativo nos postos de trabalho e com flexibilização das legislações trabalhistas para justamente se adequar as necessidades empresariais e do mercado, em detrimento da vida, emprego e renda do trabalhador.

 

O sindicalista relembrou, ainda, da sua participação nos últimos 20 anos nesta tarefa difícil da unificação nacional dos vários e plurais sindicatos e federações dos gráficos no Brasil, com altos e baixos só concretizada através da Conatig, entidade que foi criada justamente para tal missão.

 

Ele avalia que a unidade de luta da classe trabalhadora, não só entre os gráficos, mas de todas as categorias, continua tão crucial como antes. Aliás, mais agora pelo caos da pandemia e diante do oportunismo do capital. Estão aproveitando a grande confusão para empurrar todas as transformações sobre o mundo laboral e relações com os trabalhadores. Estão experimentando as adequações interligadas com as necessidades da indústria tecnológica do 4.0, esta que reduz os empregos e necessita de frágeis legislações referente aos direitos e às condições de trabalho.

 

“O desafio é grande e espero que a nova direção da Conatig aposte na unidade da categoria, não importa a questão política de cada sindicato. O contrário é suicídio coletivo no final de tudo. Sozinho ninguém é capaz de enfrentar esta nova realidade. Afinal, além de ser princípio balizador para a organização dos trabalhadores, a unidade na luta já se mostrou a única forma para os sindicatos dos gráficos, enquanto confederação, de sucesso para mobilizar mentes e corações da categoria para conseguir as condições necessárias de enfrentamento e de superação em direção à sobrevivência da representação política dos interesses da classe”, diz Iraquitan, que ficou por anos a diretoria de Relações Sindicais do órgão.

 

Em 2020, já atento a tais problemáticas de representação para superar os desafios trazidas pela tecnologia e diante da unidade patronal para buscar a flexibilização das relações de trabalho pela defesa da mudança da característica das leis trabalhistas em direção favorável aos patrões, ora mascaradas no pretexto da covid-19, e assim continuam, a Conatig, mediante iniciativa de Iraquitan, iniciou o trabalho pela reunificação dos sindicatos dos gráficos com o objetivo de enfrentar os desafios. Fez isto quando buscou a maioria dos sindicatos por um alinhamento político e programático para uma organização conjunta da luta sindical em defesa da vida, emprego, renda e direito da classe, incluindo até parlamentares.

 

Iraquitan despede-se da atual direção com o término do mandato e com a consciência de que fez o seu melhor em defesa dos trabalhadores. E continuará na luta enquanto estiver na honrosa tarefa de representar os gráficos pernambucanos na condição de presidente do Sindgraf-PE até o término do seu mandato do quadro diretivo em abril do ano de 2023.

 

“Embora esteja me despedido da direção da Conatig após 20 anos de contribuição direta, Iraquitan continuará atuando na organização e luta dos gráficos em Pernambuco, pelo menos até terminar o mandato atual. Ele também está à disposição à nível nacional onde for convocado. Não se enganem, a organização para a luta não é de responsabilidade do trabalhador da fábrica, mas é única e exclusiva da sua direção sindical. Assim, o sindicalista deve atuar para formular e possibilitar esta unidade e organização para luta diante dos desafios em curso”, realça Iraquitan.

 

O Sindgraf-PE, por sinal, continuará nesta tarefa por meio dos sindicalistas que representarão todos gráficos de PE nesta nova direção da Conatig, através dos dirigentes Evandro e Lidiane. E esta precisa ser a visão de todos que vão compor a direção da Conatig, uma vez que esta entidade é o único instrumento político dos gráficos brasileiros que foi criado para a organização de toda categoria à nível nacional e isto continua sendo o maior desafio e a missão dos seus sindicalistas hoje e após a pandemia.

 

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