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Em 6 de setembro de 2019 - às 8:31

Patrão pode tirar direito? Não! Por que? Porque tem a Lei do Gráfico

Trabalhadores lotam o Sindicato já na 1ª assembleia de Campanha Salarial e reforçam a defesa da Lei do Gráfico para manterem e avançarem em direitos, e, sobretudo, pela valorização dos profissionais e do setor gráfico

Nesta quinta-feira (5), a categoria gráfica pernambucana já demonstrou o tom que será dado na campanha salarial de 2019. Lotaram o Sindgraf-PE para dizer que com ou sem crise não existe essa de emprego sem direito, como Bolsonaro e muitos patrões querem. A nova CLT do governo Temer, por sinal, até tirou muitos direitos da classe trabalhadora. Mas nada disso tem efeito ainda sobre os gráficos do estado porque eles não só criaram e aprovaram a LEI DOS GRÁFICOS, que regra os deveres das empresas, bem como garantem, desde 2017, leis de barreiras para evitarem os efeitos da CLT de Temer e de outras medidas negativas pelo governo Bolsonaro neste e nos próximos anos.

 

“Lotaram o sindicato logo na 1º assembleia de campanha porque sabem da importância de defender a continuidade da LEI DOS GRÁFICOS. Ela perde a validade no fim deste mês e precisa ser renovada por mais um ano. Lotaram porque sabem que se ela não for renovada, o patrão vai tirar seu direito com base na nova CLT, podendo usar a crise como desculpa para isso, o que não pode ser feita hoje porque temos em vigor a nossa própria lei, construída a partir de cada trabalhador que se envolve nesta defesa, como os que estão aqui hoje e outros que se somarão nesta campanha”, ressaltou Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato dos Gráficos de PE.

 

Não existe banco de hora, mas a hora-extra continua sendo paga no valor de 65% em dias de semana e de 100% em sábados, domingos e feriados só por conta da LEI DOS GRÁFICOS. Não existe essa onda de demitir o trabalhador e ainda tirar seus direitos em rescisões feitas diretamente nas gráficas, como permitiu a nova CLT de Temer. Aqui em PE tem a LEI DO GRÁFICO e, por isso, a rescisão contratual continua sendo feita no sindicato, aprovando-a ou não diante do cumprimento de todos os direitos. A LEI DOS GRÁFICOS também é chamada de convenção coletiva de trabalho. É negociada todo ano com os patrões. E só existe devido a força da unidade e da participação dos trabalhadores em torno do seu sindicato, e, quando necessário, com a mobilização mais intensa, como as últimas cruzadas paredistas quando paralisou gráficas.

 

A LEI DOS GRÁFICOS tem leis de barreira para evitarem até que patrões aleguem estar em crise para tirar direitos, o que é comum o patrão dizer. Várias dessas leis foram incluídas nas últimas campanhas salariais pela força da unidade e participação da categoria sob a liderança do sindicato. “A empresa pode tirar direito por conta de crise?”, perguntou Iraquitan aos profissionais na assembleia de ontem? A resposta foi um NÃO sonoro e o melhor foi o coro sobre o porquê: ‘porque construímos nossa própria lei’.

 

É por isso que já lotaram ontem o sindicato no início da campanha salarial. Estão em defesa da LEI DOS GRÁFICOS e da conquista de mais direitos, como inclusão de vale-alimentação em todas as empresas e outros mais, como foi aprovada na pauta de reivindicação a ser enviada ao patronal. A categoria também quer um reajuste salarial com ganho real. O último foi em 1º de outubro de 2018, data-base da classe. A inflação acumulada de lá até hoje deve ficar em 3,30%. Mas como o PIB (riquezas) de PE em 2018 foi positivo em 1,90%, e a indústria gráfica nacional cresceu 1,80%, os trabalhares querem um reajuste de 7,16% a partir do próximo mês. A luta não será fácil. Mas, com unidade e participação, vamos até a vitória. Mais luta igual a mais direito, menos luta igual a zero direitos. Juntos, somos sempre mais fortes. Avante!!!

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