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Em 8 de novembro de 2017 - às 7:11

Patrão quer trabalho de volta no sábado e tirar dos gráficos até o caixão

Ao invés de preservar os atuais direitos, patronal ainda ataca os antigos. Se houve cruzadas paredistas antes porque o patrão ameaçou parcelar o reajuste salarial dos gráficos, imaginem agora com o fim dos direitos?

Nesta quarta-feira (8), faltando só um dia para assembleia decisiva dos gráficos no Sindgraf, a entidade se reunirá com o sindicato patronal para saber a resposta final dos patrões, que será levada aos trabalhadores. A classe exige a garantia efetiva da regulamentação do mercado gráfico e dos direitos coletivos, mesmo com a validade da reforma trabalhista no sábado (11). Porém, na 1ª mesa de negociação na segunda, ao invés de anunciar tais garantias, o sindicato patronal, a pedido de certas gráficas, disse ao Sindgraf que exige a volta do serviço semanal aos sábados em toda empresa e o fim do auxílio funeral dos gráficos, ou seja, negam até o caixão do trabalhador que falecer, mesmo após os anos de dedicação.

 

Convocamos todos os gráficos para a assembleia decisiva desta quinta, às 19h no Sindgraf-PE. Repassaremos a decisão final do patronal e qual resposta do trabalhador”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. O dirigente não descarta a reedição da cruzada paredista realizada em anos anteriores quando o patronal ameaçou parcelar o aumento salarial do gráfico. Dessa vez, o problema é bem maior. Querem retirar direitos existentes desde a década de 1990, como tirar o caixão do trabalhador e elevar os dias da jornada semanal, incluindo o sábado como normal. E ainda não garantiram os direitos coletivos depois da reforma trabalhista.

 

“Ao invés de proteger os direitos e o próprio mercado gráfico, o patronal verá que não será coerente a opção de se aproveitar do cenário político instável para de forma absurda atacar nossos direitos conquistados há décadas”, diz Iraquitan. O dirigente fala que não aceita tal desrespeito e não acredita que os trabalhadores aceitarão pacificamente uma situação como esta: Se houve as cruzadas paredistas por conta da tentativa do parcelamento do aumento salarial, imaginem pela retira dos direitos?

 

O Sindgraf-PE sabe inclusive das gráficas que estão lotadas de serviços  e ainda exigem o fim dos direitos dos trabalhadores e querem impor tal lei nefasta  do governo Temer e dos seus congressistas aliados. “Estas empresas serão as primeiras a ter de explicar aos seus gráficos porque não querem garantir a efetiva continuidade dos direitos convencionados dos seus funcionários?”, alerta Iraquitan. Precisarão dizer ainda porque querem retirar o direito até do caixão dado ao gráfico quando ele morrer, bem como porque querem elevar um dia a mais da jornada de trabalho?

 

[+ Informe Diário]

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