(81) 3222.5390
Em 3 de setembro de 2021 - às 10:41

Gráficos quase perdem férias, FGTS, 13° e outros direitos definitivamente

Muitos gráficos não sabem do mal que se livraram nesta quarta-feira (1°), a um mês exato da data-base anual para o reajuste salarial e para a renovação da Lei dos Gráficos de PE. Os senadores contrários a Bolsonaro puxaram um movimento para barrar a aprovação de uma nova reforma trabalhista que acabaria com férias, 13° salário, FGTS, pagaria abaixo do piso salarial, reduziria o valor da hora-extra e que faria mais prejuízos. A maioria dos deputados federais, aliados do governo, havia aprovado antes. Felizmente, o Senado descartou tudo agora

A maioria do Senado, com destaque os senadores contrários ao governo, a exemplo de Humberto Costa (PT-PE), evitaram uma nova reforma para destruir mais direitos trabalhistas. A ação evitou com que muitos gráficos viessem a receber abaixo do piso salarial e menos direitos do que atualmente. O Sindgraf-PE, que tem combatido desde 2017 os vários efeitos negativos de uma reforma anterior, a de Temer, parabeniza a todos que lutaram para evitar o que seria a nova destruição de direitos da classe trabalhadora pela Medida Provisória (MP 1045) de Bolsonaro.

 

Os gráficos já vêm perdendo parte da renda com a medida de Bolsonaro que tem autorizado os patrões a suspender o contrato de trabalho. A MP 1045 permitiria que isso durasse por mais tempo. Ainda daria o poder às empresas para contratar pessoas de até 29 anos e adultos acima de 55 anos pagando um salário mínimo e até meio salário em vários casos.  “Estamos falando em pagar somente R$ 550 mensal. Um valor muito abaixo do primeiro piso de nossa categoria, que é de quase  R$ 1,4 mil, como define a Lei do Gráfico”, conta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

A aprovação da MP representaria a destruição das conquistas históricas de toda a luta sindical dos gráficos porque permitiria a criação de um trabalhador de 2° categoria, já que permitiria com que recebesse salário e direitos menores que outros. “Nunca aceitamos que iguais sejam tratados desigualmente. Os gráficos merecem e vão continuar tendo os mesmos direitos. Não existe essa de primeira ou segunda classe. Por isso que lutamos todo ano para renovar a nossa Lei do Gráfico, porque define iguais direitos superiores à CLT e piso salariais bem maiores que o salário mínimo nacional para toda a categoria em PE”, pontua Iraquitan.

 

Infelizmente, o Senado não barrou a reforma trabalhista de Temer, mas evitou agora o seu aprofundamento. Todavia, graças a luta sindical desde 2017, a Lei do Gráfico ficou mais forte e criou barreiras para impedir parte dos efeitos negativos. Só por conta disso, por exemplo, a hora-extra continua sendo paga, a jornada de trabalho para mudar precisa da autorização do sindicato, nenhuma empresa pode demitir sem levar a rescisão para a conferência sindical e todos os direitos antes de 2017 não podem ser retirados, mesmo que sejam dados por desejo do patrão. O Sindgraf-PE garante a luta. O gráfico garante o sindicato. SINDICALIZE-SE!

[+ Informe Diário]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Responda: *