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Em 18 de dezembro de 2017 - às 8:34

Presente de Natal dos jornais aos gráficos será ameaça aos direitos

Por decisão do sindicato patronal, a classe passará o Natal sem reajuste salarial e com seus direitos em risco diante da lei da reforma trabalhista

Nesta semana que antecede o Natal, seria bom se o provérbio bíblico de que os “últimos serão os primeiros” dissessem respeito aos gráficos dos jornais. Pois, infelizmente, apesar do espírito de solidariedade peculiar do período, esses profissionais são os únicos da sua classe em PE que continuam sem definição do reajuste salarial e com os direitos em risco.   Todos os demais gráficos garantiram ganho real. A maioria teve reajuste de quase o dobro da inflação. Ainda garantiram os direitos. Seus patrões aceitaram não aplicar as várias imoralidades da reforma trabalhista. Já os gráficos dos jornais, nada feito. O sindicato patronal quer a reforma e tem feito de tudo. Desprestigia até o Ministério do Trabalho. Adiou outra vez uma reunião sobre o caso no órgão, marcada pelo superintendente.

 

“Se os jornais não respeitam a agenda do chefe da Superintendência do Trabalho (Geovane Freitas), imagine o interesse dos gráficos enquanto estes aceitam tranquilamente a defasagem salarial e risco de perderem seus direitos quando os patrões decidirem iniciar a aplicação da lei da reforma trabalhista, ainda não barrada numa nova convenção coletiva?”, indaga Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato da classe (Sindgraf). Na última semana, por exemplo, enquanto a Cepe garantia um acordo com 14º salário, bolsa de estudo para os filhos dos gráficos e plano de saúde familiar, além de limites  à reforma trabalhista, os jornais adiavam pela 2º vez uma reunião para tratar do assunto com Freitas e Iraquitan.

 

Assim, os gráficos dos jornais se tornaram os últimos da sua categoria sem nada definido. E, se depender do interesse dos jornais, continuará sem solução, como aconteceu com a campanha salarial de 2015 e 2016 – ainda indefinido o reajuste salarial, pois os jornais reajustaram somente cerca de 50% da referida inflação do período. Em 2017, porém, o risco de perdas é ainda maior para a classe porque, sem a nova convenção com as barreiras à reforma trabalhista, como já fez o restante da classe, o risco é de perder hora-extra e muito mais, inclusive redução salarial.

 

Os jornais continuarão empurrando para depois esta questão enquanto os interessados (gráficos) não se incomodarem. Até lá, muitos direitos deixarão de existir. Tanto é que o sindicato patronal adiou a reunião na Superintendência do Trabalho só para depois do Natal. E esse encontro para tratar da campanha salarial será só na terça da próxima semana.

 

“Embora o ano esteja acabando, a data-base dos gráficos passou desde 1º de outubro, mas o patronal marcou despreocupadamente para o dia 26 às 10h”, diz Iraquitan. Ele convida os gráficos que queiram participar, os que estejam incomodados de serem os únicos da classe com direitos em risco porque seus patrões são os únicos que querem a lei do Temer. O dirigente lembra aos gráficos dos jornais que, independente desta lei da reforma trabalhista, é a luta que faz a lei, como ocorreu com todos os milhares de gráficos do estado este ano. QUEM FAZ A LEI, É A LUTA!

 

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