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Em 5 de julho de 2019 - às 10:55

Reajuste salarial no 1º semestre na indústria foi acima da inflação

Em 2016, 2017 e 2018, anos de atraso político com ataques aos direitos trabalhistas por Temer, gráficos seguiram o Sindgraf-PE e resistiram nas três últimas campanhas salariais, evoluindo nos salários e sobre direitos

Mais de dois terços dos profissionais da indústria no país com negociação no 1º semestre de 2019 tiveram reajuste salarial acima da inflação anual. Pegando por base as categorias de metalúrgicos, químicos e farmacêuticos, 71,15% das negociações coletivas entre os sindicatos obreiros e patronais garantiram ganho real para os referidos trabalhadores. E quase 15% recompuseram as perdas inflacionárias sobre a remuneração dos empregados dessas categorias. Os dados foram observados a partir da análise do Caderno de Negociações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos(Dieese), edição junho e julho.

 

No segundo semestre, a maioria dos trabalhadores nas indústrias gráficas realizam a sua campanha salarial, a exemplo da classe pernambucana. A data-base dos gráficos de Pernambuco é em 1º de outubro. “Em breve, vamos começar a mobilizar os trabalhadores em defesa de seus salários e direitos por mais uma vez. Nos últimos anos, a unidade, participação e mobilização dos gráficos foram indispensáveis para o reajuste salarial acima da inflação, bem como a garantia de direitos, evitando a aplicação dos efeitos negativos da lei da reforma trabalhista. Será preciso manter a unidade e resistência”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

Em 2016, 2017 e 2018, anos de atraso político com ataques aos direitos trabalhistas por Temer, gráficos seguiram seu sindicato e resistiram nas três últimas campanhas salariais, evoluindo nos salários e sobre direitos. Em 2016, apesar da alta inflação e do golpe sobre o governo Dilma, os gráficos conseguiram recuperar as suas perdas salariais e consolidaram o piso dos impressores offset 4 cores na Convenção Coletiva de Trabalho.

 

No ano depois, mesmo com a aprovação da lei da reforma trabalhista, que retirou mais de 100 direitos da CLT, a classe garantiu quase o dobro da inflação no reajuste da remuneração. E, sobretudo, foi possível criar novos direitos na convenção coletiva para barrar os efeitos da nova lei. Com isso, a jornada de trabalho, o pagamento das horas-extra, o salário e contrato de trabalho e outros direitos coletivos não foram prejudicados.

 

Em 2018, mesmo com o avanço do retrocesso da nova lei trabalhista, a categoria, então disposta a lutar na campanha salarial com seu Sindgraf, liderado por Iraquitan da Silva, teve um novo reajuste salarial com ganho real pelo segundo ano seguido. E, ainda mais importante que o tamanho do reajuste salarial, consolidou as cláusulas de barreiras contra atrasos da lei de Temer, evitando a perda do conjunto de direitos da convenção.

 

Iraquitan alerta a classe para não confundir os bons resultados como se fosse algo fácil. Campanha salarial nunca é fácil. Depende da unidade, organização e mobilização dos trabalhadores em torno do Sindicato. A luta é quem faz a lei e mantêm os direitos existentes. Foi o que ocorreu no último triênio, mesmo diante de um dos piores períodos do Brasil, com o golpe na Democracia, com a retirada de uma presidente eleita, para depois entrar Temer com o objetivo de retirar direitos trabalhistas.

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