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Em 14 de junho de 2019 - às 2:10

Reforma retira aposentadoria até de gráfico exposto a ruído e químicos

Embora os gráficos trabalham prejudicando a sua saúde com substâncias químicas e expostos a barulho superior ao limite tolerável, os deputados aliados a Bolsonaro insistem em tirar a aposentadoria especial da classe e destruir toda aposentadoria com a reforma da Previdência de Bolsonaro

Estes políticos apresentaram ontem o relatório com pequenas mudanças no texto original da reforma. O mal continua. Do jeito que ele está, nenhum gráfico conseguirá mais se aposentar, nem mesmo como na situação ora garantida há poucos dias pela ação judicial do Sindgraf-PE em favor de um trabalhador da categoria submetido a ruídos permanentes de 94 dB a 100,8 dB, intensidade muito superior ao tolerado pelos ouvidos humanos. É por isso que hoje o Sindicato convoca a classe para apoiar a greve geral dos trabalhadores do País nesta sexta-feira (14). A entidade chama todos para manifestação a partir das 14h, perto da ponte do Galo da Madrugada

 

Se mudar a lei previdenciária, como os deputados aliados da reforma da Previdência de Bolsonaro apresentaram ontem, o gráfico e todas classes de trabalhadores brasileiros perdem muito. “Os gráficos, por exemplo, não terão mais a aposentadoria especial na prática. E os já aposentados, seja especial ou por tempo de serviço, terão o pagamento ameaçados devido a alteração de regime solidário para a capitalização, onde os profissionais da ativa deixarão de garantir pagamento daqueles inativos”, diz Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE. Ele convoca todos para as ruas hoje.

 

O INSS já tenta negar a aposentadoria mesmo com a atual lei que garante a aposentadoria dos gráficos com 25 anos de serviço comprovadamente insalubre ou em condições especiais (expostos a agentes químicos, ruídos ou calor). Portanto, a reforma de Bolsonaro, a nova lei acabará de vez com este direito. “Sendo assim, o gráfico que falta pouco para garantir o seu direito à aposentadoria, ou mesmo quem começou agora, precisam lutarem hoje contra o fim desse seu direito”, alerta e convoca Iraquitan.

 

Nem mesmo a Justiça Federal pode garantir a aposentadoria especial do gráfico se a reforma previdenciária passar como a proposta ontem pelos políticos aliados de Bolsonaro, que deve seguir para a votação da Câmara Federal e depois para o Senado, antes de entrar em validade. Há poucos dias, sem tal reforma, mais um gráfico de Pernambuco conseguiu garantir seu direito previdenciário. Ainda assim, o Sindgraf precisou defendê-lo em duas instâncias da Justiça Federal. Precisou defender o direito do gráfico mesmo ele estando exposto a ruído com a intensidade de 100 dB, 15% superior ao tolerável pelo ser humano. O menor barulho que ele esteve exposto no seu trabalho desde abril de 1991 foi de 94 dB. “Vamos amigo, lute. Senão a gente acaba perdendo o que já conquistou”, fala Iraquitan.

[+ Informe Diário]

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