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Em 29 de julho de 2019 - às 8:45

Se tirar R$ 500, ficará com todo o FGTS bloqueado, alerta Sindgraf

Gráfico que entrar na onda de Bolsonaro, sentirá o prejuízo quando perder seu emprego

Cerca de dois terços dos seis mil gráficos pernambucanos empregados estão na sua empresa a pelo menos cinco anos. E, neste período, já têm um valor considerável na sua conta de FGTS – direito econômico para lhe proteger na hora do desemprego, uma vez que o saque desse dinheiro só pode ser feito nestas situações e outras excepcionais. Bolsonaro, por sua vez, criou uma medida para confiscar tal direito a partir do próprio gráfico, denuncia o Sindicato da categoria (Sindgraf-PE). A medida consiste na liberação anual de até R$ 500, mesmo que não tenha sido demitido. Basta solicitar a Caixa Econômica. Quem fizer isto e depois perder o emprego, não poderá sacar o valor total do FGTS, mas somente R$ 500 por ano.

 

“O gráfico que optar pelo saque adiantado de R$ 500 do seu FGTS estará entrando numa roubada. Primeiro, o valor é muito baixo e não servi para quase nada. Segundo, se perder o emprego, o FGTS ficará confiscado na Caixa por pelo menos mais dois anos. Pela pegadinha de Bolsonaro, será preciso o trabalhador informar para Caixa que não quer mais a opção do saque anual de R$ 500, e aguardar dois anos para voltar à normalidade. Ou seja, mesmo desempregado, ficará proibido que pegar o dinheiro do FGTS que já é seu”, alerta Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE.

 

O prejuízo dessa medida é ainda maior para aquele trabalhador que tem um certo tempo de empresa e que nunca usou o dinheiro do seu FGTS. “Quem nunca usou este dinheiro, a exemplo dos 58% dos gráficos de PE empregados atualmente, estes com cinco a 10 anos na mesma empresa, sofrerão ainda mais se escolhem a modalidade do saque anual de 500, já que este trabalhadores já tem um valor considerável de FGTS, mas não terão como sacar se perderem seus empregos”, chama atenção Iraquitan.

 

O sindicalista orienta a todos gráficos da categoria, independentemente do tempo de gráfica a não optarem pelo saque anual de R$ 500 do FGTS, pois, apesar de estarem sendo enganados por Bolsonaro, estarão dando autorização para o governo confiscar o seu direito ao FGTS na prática. O Sindgraf inclusive tem lutado por décadas contra empresas que deixam de depositar mensalmente do FGTS dos profissionais. Saiba que o FGTS é um direito do trabalhador. Cabe a empresa depositar na Caixa o valor equivalente a 8% da remuneração do gráfico. Tudo na conta do FGTS do trabalhador. “Denuncie AQUI se a empresa não estiver fazendo isto. Nos vamos comprar dela. O sigilo é garantido”, orienta Iraquitan do Sindgraf.

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