(81) 3222.5390
Em 28 de julho de 2021 - às 9:50

Sebrae mostra setor gráfico em apuros pela política de Bolsonaro e patronal continua calado

“Se transportar para o setor gráfico brasileiro o resultado da Sondagem das Micros e Pequenas Empresas do Sebrae/FGV, isso mostra que já há algo em torno de 6 mil donos de gráficas a beira da falência dada a dificuldade para a liberação de empréstimos, mesmo com o governo dizendo o contrário e as entidades gráficas patronas em silêncio”, fala Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE e ex-diretor da Conatig.

Apesar de ter completado um ano do convite do Sindgraf-PE e da sua Confederação Nacional (Conatig), as duas entidades patronais nacionais (Abigraf e Andigraf) ainda não aderiram ao manifesto Vida, Emprego e Renda em defesa das empresas e emprego do setor gráfico fragilizado pelo desgoverno na pandemia. Entretanto, diferente da posição do patronal, segundo a sondagem do Sebrae/FGV, uma de cada três micro e pequena empresa acha bem difícil conseguir crédito bancário no período, diante da falta de políticas eficazes de Bolsonaro. Se isso já não bastasse para a adesão urgente do empresariado contra a política econômica adotada, o desgoverno se recusa a atender o pedido da Abigraf para rebaixar impostos sobre o setor e ainda busca elevá-lo através da reforma tributária para cortar a isenção do vale-alimentação.

 

O vale-alimentação, benefício que Bolsonaro quer dificultar para a classe trabalhadora através do aumento de imposto para as empresas que concedem, é uma das principais pautas dos gráficos pernambucanos nas últimas campanhas salariais. Apesar das dificuldades, ainda assim, tem-se conquistado o benefício à alimentação em algumas gráficas onde o número de trabalhadores sindicalizados é significativo. A alimentação, por sua vez, continua sendo uma das principais pautas da maioria da categoria, ainda mais agora com a alta inflação corroendo os salários.

 

“Se transportar o resultado da Sondagem das Micros e Pequenas Empresas do Sebrae/FGV para o setor gráfico brasileiro, isso quer dizer que existem 6 mil donos de gráficas no Brasil a beira da falência dada a dificuldade para a liberação de empréstimo, mesmo com o governo dizendo o contrário e as entidades gráficas patronas caladas”, fala Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf-PE e ex-diretor da Conatig. A pesquisa constata que 33% de micro e pequenas indústrias consideram alto o grau de exigência para concessão ou renovação de empréstimos bancários, 57,3% moderado e só 10% acreditam que é baixo. 

 

Com base em dados do Dieese/Abigraf no começo da pandemia, existiam 19.142 gráficas e elas empregavam 172,114 trabalhadores em 2019. Dessas empresas, 97,1% são de porte micro ou pequena. “A indústria gráfica e os empregados estão em apuros com este governo, sendo urgente que a Abigraf e a Andigraf se juntem conosco do Sindgraf e da Conatig em defesa da Vida, Emprego e Renda”, fala Iraquitan.  

[+ Informe Diário]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Responda: *